Gerson Balde volta a bater o recorde nacional júnior da altura (2,15)

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Uma semana depois de bater pela primeira vez o recorde nacional de juniores, com 2,14, o sportinguista Gerson Balde juntou um centímetro a essa marca no decorrer do Nacional de Sub’23, em Pombal, sendo a grande figura dos campeonatos, que confirmaram o Benfica como campeão masculino pela 15ª vez em 15 campeonatos realizados e o Sporting campeão feminino pela quinta vez nos últimos sete anos. Os encarnados somaram 158 pontos, contra 129 do Sporting e as “leoas” conseguiram 132 face aos 108 do Benfica. SC Braga, no setor masculino (17 pontos), e J. Vidigalense, no feminino (61), completaram os pódios.

Outro recorde nacional batido – mas este bem menos significativo, já que a prova não se realizava nos campeonatos desde há 10 anos (substituída pelos 4×200 m) – foi o dos 4×400 m, que uma equipa do Benfica bateu com 2.15,33, mais de seis segundos (!) menos que a anterior marca da equipa do Athletes’Foot (3.21,51) em 2001.

Vejamos os principais resultados, deixando para amanhã o habitual rescaldo dos campeonatos.

Masculinos:

800 m: Bom despique entre José Carlos Pinto (Benfica) e o júnior Nuno Pereira (Sporting) – 1.52,07-1.52,35 – numa corrida lenta, o que aproveitou ao vencedor da série B – o benfiquista Diogo Pinhão, com 1.52,58 – para subir ao terceiro lugar do pódio.

3000 m: O benfiquista Isaac Nader (8.24,50) juntou o título ao de 1500 m, no sábado, após boa luta com o seu companheiro de equipa Alexandre Figueiredo (8.25,18) e com o bracarense João Alves Lopes (8.25,29).

60 m barreiras: Vitória folgada do sportinguista Edson Gomes, com 8,21 (e 8,16 nas eliminatórias), face ao júnior benfiquista Edgar Campre (recorde pessoal com 8,35) e ao também benfiquista Diogo Guerra (8,38).

Altura: Passando à primeira tentativa todas as alturas entre 1,99 e 2,15 (1,99-2,03-2,06-2,09-2,12-2,15), Gerson Balde bateu novamente o recorde nacional júnior e só falhou a 2,18! Igualou a melhor marca nacional do ano que já era pertença de três atletas (Victor Korst, Tiago Pereira e Paulo Conceição)! O também sportinguista Nelson Pinto foi segundo com 2,06 e o benfiquista Gonçalo Veloso, júnior, foi terceiro com 2,03.

Triplo: Dois sportinguistas acima dos 15 metros, Oleksandr Lyashchenko (15,16) e Denil Baia (15,06) e o benfiquista Mamadú Jaló a fechar o pódio, mas distante (14,41).

Peso: Vitória e folgado recorde pessoal (de 15,44 para 15,89) do sportinguista Rodolfo Garcia, campeão (por mais de um metro) face à ausência de Otoniel Badjana (a estudar nos Estados Unidos). Completaram o pódio Mykyta Sudashov (Sporting), com 14,64, e Emanuel Sousa (Benfica), com 14,58.

4×400 m: Vitória bem folgada (e com recorde nacional) do Benfica, em 3.15,33, quase nove segundos menos que o tempo do Sporting (3.24,13). O Grecas fechou o pódio, com 3.28,75.

Femininos:

800 m: Salomé Afonso (Sporting) juntou o título ao de 1500 m, com 2.10,15, bem à frente da segunda (Andreia Pingueiro, J. Vidigalense, 2.12,41), e da terceira (Margarida Silva, V. Setúbal, 2.15,84 – júnior, com recorde pessoal).

3000 m: Bom despique entre Lília Martins (J. Vidigalense), vencedora com 9.48,63, Rita Ribeiro (Sporting), com 9.49,77, e Helena Alves (UD Várzea), com 9.50,51.

60 m barreiras: Três juniores no pódio e com recordes pessoais: Sara Moreira (J. Serra), melhorou de 8,74 para 8,65 na eliminatória e 8,51 na final e é já a terceira júnior de sempre; Fatumata Balde (Benfica) passou de 8,58 para 8,55 e é a quinta de sempre; e Juliana Brites (J. Vidigalense), de 9,09 para 9,00.

Vara: Beatriz Batista (Benfica) confirmou o favoritismo, passando 3,45 mas falhando depois 3,60, face à júnior brasileira Ana Carol Oliveira (Sporting), com 3,30. Completaram o pódio nacional, com 3,15, Raquel Marques (Benfica) e Sofia Carneiro (Maia AC).

Triplo: Vitória folgada de Suzana Cruz (UC Eirense), com um recorde pessoal de 12,68, face à júnior Juliana Brites (J. Vidigalense), igualmente com recorde pessoal (12,38) e a Patrícia Rodrigues (Benfica), com 12,29.

4×400 m: Bom despique entre Benfica (3.55,90) e Sporting (3.56,10) mas aquém do recorde nacional (3.51,60), que já vem de 2000! O SC Braga fechou o pódio (4.06,43).

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