O Grand Slam Track entrou nos Estados Unidos com pedido de proteção contra falência, ao abrigo do Capítulo 11, com o objetivo de se reestruturar. Apesar da situação difícil, o seu fundador, Michael Johnson, “recusa-se a desistir”. O circuito de atletismo espera utilizar o Capítulo 11 para “estabilizar as suas finanças, implementar um modelo de negócios mais eficiente e posicionar-se para o sucesso a longo prazo”, afirmou a empresa num comunicado.
Segundo o pedido de falência, a empresa ainda deve mais de dez milhões de dólares (cerca de 8,5 milhões de euros) a atletas e fornecedores. Anunciado com grande aparato em 2024 por Michael Johnson, grande atleta norte-americano da década de 90, recordista mundial dos 200 m e 400 m, a competição tinha como objetivo “revitalizar o atletismo“ com um novo formato apresentando apenas corridas, atletas contratados e prémios monetários de valores sem precedentes para a modalidade.
Mas, após os meetings de Kingston em abril, Miami no início de maio e Filadélfia no final de maio, este último já reduzido de três para dois dias – e todos em estádios de média dimensão com as bancadas praticamente desertas – o Grand Slam Track decidiu cancelar, por razões “económicas“, o seu último meeting em Los Angeles no final de junho.

