Hiperandrogenismo: IAAF defende o seu regulamento face ao apelo de boicote da Associação Médica Mundial

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A IAAF respondeu à Associação Médica Mundial (AMM) depois de esta ter criticado a decisão que impede Caster Semenya de voltar a competir em provas até à milha enquanto não baixar a sua taxa de testosterona.

Numa carta enviada a Leonid Eidelman, presidente da AMM, a IAAF disse que “discorda veementemente” das preocupações da entidade quanto aos tratamentos hormonais em atletas”.

Além das críticas, a Associação Médica Mundial recomendou que todos os seus médicos associados não realizem procedimentos visando baixar a taxa de testosterona em atletas mulheres.

“As regras da IAAF sobre este assunto não se apoiaram num único estudo mas sobre numerosas publicações científicas e observações efetuadas no terreno durante os últimos 15 anos. A redução de testosterona por meio de anticoncecionais ou medicamentos, é o tratamento padrão aplicado a atletas com diferenças de desenvolvimento sexual, as chamadas DSD” – disse a IAAF na carta.

Na mesma, pode-se ler ainda que as atletas nesta situação são livres de efetuar um tratamento médico ou não, ou de “concorrer com os homens”,

A AMM considera que “prescrever medicamentos para o excesso de testosterona em casos não patológicos é contrário à ética”.

 

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