Indiano mal andava até aos cinco anos mas tornou-se recordista aos 100 anos

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O indiano Fauja Singh correu a correr aos 89 anos e três anos depois, correu uma maratona em 5h40m. Aos 101 anos, ainda correu os 42.195 metros. Em 2011, superou cinco recordes num dia, dos 100 aos 5.000 metros!

 O indiano Fauja Singh é um fenómeno. Quem conhece a sua história, dificilmente não pode deixar de ficar impressionado. Vive em Londres e é dono de vários recordes mundiais na corrida, numa faixa etária que torna os seus feitos ainda mais admiráveis: ele registou todas as marcas depois de fazer 100 anos.

Aos 101, por exemplo, ele terminou a Maratona de Londres em 7h49m O seu melhor tempo na distância é de 5h40 aos 92 anos, três anos depois de ter voltado a correr, após décadas longe da prática desportiva.

Foi uma tragédia familiar que o fez voltar após 50 anos afastado da modalidade. No início dos anos 1990, Fauja perdeu a mulher e uma da suas filhas. Em 1994, testemunhou a morte do seu quinto filho, vítima de um acidente numa construção. Ele decidiu então que procuraria a sua felicidade na corrida.

“A felicidade vem quando estamos com saúde. Eu corro pela minha felicidade, não estou na corrida por recordes ou dinheiro”, resumiu o indiano aos 104 anos (atualmente, ele tem 105).

A história de Fauja tem outro aspeto que valoriza ainda mais os seus feitos: até aos cinco anos de idade, ele mal caminhava. Por culpa de uma deficiência ao nascer, Fauja tinha as pernas finas e fracas que o impossibilitavam de andar normalmente. Dava alguns passos, mas não conseguia ir além.

Hoje, o indiano já gravou anúncios e tornou-se inspiração para muita gente. Não só por ter feito a sua primeira maratona aos 89 anos, mas também por acumular recordes e mais recordes. Só em Outubro de 2011, no Canadá, ele superou cinco marcas num dia, na categoria acima de 100 anos, dos 100 aos 5.000 metros!

Atualmente, Fauja não corre mais maratonas, mas ainda dá as suas passadas. Ele já avisou o seu amigo e treinador que pretende continuar na corrida enquanto estiver vivo. E quem o conhece não duvida.

 

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