Inês Henriques vai tentar recorde mundial nos 50 km marcha

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A tentativa vai ser em 15 de Janeiro, em Porto de Mós numa nova distância para as marchadoras recentemente aprovada pela IAAF.

A atleta Inês Henriques, do Clube de Natação de Rio Maior, vai tentar aos 36 anos de idade  em Porto de Mós no próximo dia 15 de Janeiro, bater o recorde mundial dos 50 quilómetros marcha.

A marchadora, 12ª nos Jogos Olímpicos do Rio2016, 7ª nos Mundiais2007 e 9ª nos Europeus2010, sempre na distância dos 20 quilómetros, propõe-se alcançar o feito sem a ajuda de ‘lebres’, mas com muita “paciência e determinação” e “alguma sorte” com as condições climatéricas.

Por decisão da IAAF, a distância dos 50 km para as senhoras passou a existir a partir de 1 de Janeiro deste ano e a Federação Portuguesa de Atletismo seguiu-lhe o exemplo já no Campeonato Nacional de Marcha de 35 e 50 quilómetros, em Porto de Mós.

A sueca Monica Svensson detém desde 2007, a melhor marca mundial nos 50 quilómetros marcha com 4h10m59s, que por não ser oficial, não é reconhecida como recorde por parte da IAAF.

Inês Henriques irá correr os 50 quilómetros integrada no pelotão masculino, depois de devidamente autorizada pela FPA, mas se a IAAF não permitir que a partida seja simultânea, porque em causa está uma tentativa para recorde do mundo, a atleta partirá 10 minutos à frente.

A atleta encontra-se a preparar a tentativa de recorde há já algum tempo, mas entendeu, juntamente com o seu treinador Jorge Miguel, não referir esse propósito anteriormente porque pretendia aferir da sua real condição física para o fazer.

Inês defende, a exemplo das restantes disciplinas no atletismo, a igualdade dentro da marcha para os setores masculino e feminino, abrindo assim a possibilidade de seis elementos nas principais competições internacionais (Jogos Olímpicos, Mundiais e Europeus).

A marchadora considerou ainda que o recorde do mundo dos 50 quilómetros marcha está também dependente de outros fatores que os atletas não dominam, como o clima. “Espero uma manhã que não esteja muito frio e que não houvesse vento nem chuva, mas isso não somos nós que dominamos e temos que aguardar para se verificar essas condições. Vamos ver”.

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