Isinbayeva pede auxílio a Putin e ao COI para salvar o atletismo russo

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O atletismo russo está “à beira do desastre”. Foi assim que Yelena Isinbayeva disse a Putin, resumindo a situação limite dos atletas russos se a Federação Russa de Atletismo não pagar até amanhã dia 1, metade da multa de nove milhões de euros, imposta pela World Athletics, para que os seus atletas limpos possam competir sob bandeira neutra.

A sanção económica foi imposta em Janeiro deste ano, depois de ter sido provado o encobrimento da Federação Russa no caso dos controlos antidoping do saltador em altura Danil Lysenko.

A bicampeã olímpica do salto com vara assinou com outros atletas russos uma carta a Putin, advertindo-o da gravidade da situação. Isinbayeva também escreveu outra carta a Sebastian Coe e a Thomas Bach, presidente do COI, em que chama a atenção de ambos os organismos, advertindo que deixar fora das competições os atletas russos, suporia “uma grave violação dos princípios desportivos e dos direitos dos atletas limpos”.

Em ambas as cartas, ela adverte que se não for feito o pagamento, será suspenso o estatuto de Atleta Neutro Autorizado (ANA). “A federação internacional não tem o direito a negar a oportunidade aos atletas russos limpos que passem uma estrita seleção através dos controlos mais sérios para participar em competições internacionais, pelo menos, debaixo do estatuto neutral. Na nossa opinião, despojar-nos de estes direitos é uma grosseira violação dos princípios desportivos e dos direitos dos atletas limpos”, conclui Isinbayeva.

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