A Organização dos Enhanced Games, mais conhecidos como os “Jogos do Doping” consideraram um sucesso, a primeira edição no passado fim de semana em Las Vegas.
A própria Organização divulgou as substâncias dopantes mais comumente usadas em Las Vegas, como a testosterona (91% dos participantes), o hormónio do crescimento (79%) e estimulantes (62%).
A Organização afirmou com orgulho que 13 atletas estabeleceram 21 novos recordes pessoais e alegou que a melhoria geral se deveu ao uso de protocolos de desempenho supervisionados por médicos. No entanto, apenas um recorde mundial foi batido, alcançado pelo nadador grego Kristian Gkolomeev nos 50 metros livres (20,81 s), sete centésimos de segundo mais rápido que o recorde oficial e válido, detido pelo australiano Cameron McEvoy.
Além dos 250 mil dólares pela vitória, Gkolomeev recebeu um bónus de um milhão de dólares por bater o recorde mundial.
Mas para 2027, a Organização anunciou um prémio de dez milhões de dólares para o atleta que superar o recorde mundial na principal prova do atletismo, os 100 metros, os 9,58 segundos de Usain Bolt que dura desde 2009.
O norte-americano Fred Kerley, a grande contratação dos primeiros Enhanced Games, venceu os 100 m no domingo em 9,97, um tempo que lhe daria o último lugar na final dos JO de Paris. Ele afirmou ter corrido sem ter recorrido ao doping. O norte-americano está a cumprir uma suspensão de dois anos por três falhas no controlo antidoping.
Kerley, de 31 anos, foi campeão mundial em 2022 e medalhado olímpico nas duas últimas edições, conquistando a prata em Tóquio e o bronze em Paris. Ele é o sétimo homem mais rápido da história com 9,76 em 2022, a mesma marca pessoal de Christian Coleman e Trayvon Bromell.

