Jornal britânico denuncia esquema de doping envolvendo pessoas ligadas a Justin Gatlin

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Investigação do jornal britânico The Telegraph grava secretamente técnico e agente de Gatlin falando sobre procedimentos para uso de substâncias ilegais. Atleta nega envolvimento

Justin Gatlin, atual campeão mundial em Londres, estaria envolvido em novo escândalo de doping. É o que afirma o jornal britânico The Telegraph, que publicou uma reportagem denunciando pessoas ligadas a Gatlin que estariam oferecendo um esquema para uso de substâncias proibidas. Os factos apresentados teriam motivado uma investigação pelas autoridades do controle do doping.

Os jornalistas usaram um disfarce e descobriram um esquema em que pessoas ligadas à equipa de Gatlin, ofereciam receitas usando nomes falsos e faziam contrabando de substâncias ilegais para os Estados Unidos. O procedimento seria feito através de um médico na Áustria e teria um custo de mil dólares para os atletas interessados.

O ex-treinador de Gatlin, Dennis Mitchell, e um agente, Robert Wagner, foram gravados secretamente afirmando que o uso do doping no atletismo continua sem controle e descrevendo como era possível burlar os testes. Num dos encontros, Wagner teria até admitido que Gatlin usa substâncias ilegais para melhorar os seus resultados.

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Na noite desta segunda-feira, representantes de Gatlin anunciaram que ele estava desligando-se de Mitchell e revelaram mais de cinco anos de testes realizados pelo atleta. Também foi informado que Wagner teria trabalhado poucas vezes com o americano.

Justin Gatlin tem um histórico de doping na carreira. Acusou positivo pela primeira vez aos 20 anos. Alegou então que as anfetaminas apontadas no teste, estavam presentes num remédio que usava desde a infância e recebeu apenas ma advertência. Foi campeão olímpico em 2004 e mundial em 2005, até que no ano seguinte, foi apanhado num novo exame. Desta vez, por ser reincidente, Gatlin foi punido com oito anos de afastamento do desporto. Ele negou sempre que tivesse feito uso de qualquer substância. O seu então treinador alegou que ele havia sido sabotado. Por colaborar com as investigações, teve a pena reduzida para quatro anos, voltando às grandes competições em 2011.

 

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