Júnior Leandro Ramos (17 anos) promete recorde do dardo

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  • Irina Rodrigues (62,37) já em muito bom plano

Houve sensação no Campeonato Nacional de Lançamentos Longos, em Vagos. Na prova de dardo para juniores, o benfiquista Leandro Ramos lançou 73,61 (com outros ensaios a 71,44, 72,83 e 72,55), ficando a escassos 33 centímetros do recorde nacional júnior que pertence a Tiago Aperta. E o recorde absoluto deste (75,55) começa a não ficar longe. Leandro Ramos, com apenas 17 anos (completa 18 em setembro), é já o segundo português de sempre e este sábado fez melhor que o recordista nacional, que na prova de seniores, realizada antes, ganhou com 67,08 na sua estreia com a camisola do Sporting, derrotando Luís Almeida (66,91) no último ensaio.

De entre os consagrados, o destaque vai para Irina Rodrigues, que lançou o disco a 62,37 (com outro ensaio a 61,37), derrotando Liliana Cá (58,13), já próxima do seu melhor de 59,33 em… 2010! Também António Vital Silva conseguiu a melhor marca nacional do ano, voltando a passar os 70 metros no martelo (70,45).

As veteranas (37 anos) Vânia Silva (57,67 no martelo) e Sílvia Cruz (47,60 no dardo) continuam a dominar as suas especialidades por larga margem.

OS VENCEDORES

SENIORES JUNIORES
Filipe Vital Silva (ESP) 53,85 disco (2/1,75) Emanuel Sousa SLB 54,62
António Vital Silva SLB 70,45 martelo (7,26/6) Ruben Antunes JV 66,81
Tiago Aperta SCP 67,08 dardo (800) Leandro Ramos SLB 73,61
Irina Rodrigues SCP 62,37 disco (1) Micaela Sereno JV 44,57
Vânia Silva SCP 58,67 martelo (4) Cecília Rebocho IND 51,02
Sílvia Cruz SCP 47,60 dardo (600) Inês Carreira JV 34,69

Uma discussão útil

Em resposta (muito correta) ao nosso comentário de há dias sobre o nome desta competição (Campeonato Nacional de Lançamentos Longos) recebemos de Paulo Reis, técnico nacional de lançamentos, quatro razões (e, segundo afirma, poderia arranjar mais) para a existência deste Campeonato Nacional. Recorde-se que manifestámos a nossa discordância com o facto de haver assim dois campeões nacionais (de ar livre) por época, nos três lançamentos e sugeríamos que a competição fosse denominada Taça de Portugal, acrescentando agora que até poderia ter classificação coletiva e prémios para as marcas mais pontuadas. Mas eis as razões apontadas por Paulo Reis:

1 – Os lançadores de disco, martelo e dardo não são menos atletas do que os lançadores de peso, saltadores em comprimento ou atletas de meio fundo. Também têm o direito de ter um título nacional no inverno e outro no verão;

2 – O apoio/suporte e reconhecimento que se dão a um atleta campeão nacional não tem nada a ver com o vencedor de uma Taça. No caso de alguns atletas, o facto de a competição ser Campeonato até lhes permite ter apoio do clube ou região autónoma para poder participar, o que nalguns casos não aconteceria caso fosse uma Taça.

3 – A existência de mais de 40 clubes e 200 atletas inscritos demonstram a pertinência da prova;

4 – Não é uma ideia apenas nossa. Este fim de semana também se disputam os Campeonatos Nacionais de Lançamentos Largos em Espanha, França, Itália (só verifiquei estas três federações, mas provavelmente haverá muitas mais). Será que estão todos errados?

Aqui ficam os argumentos, para uma discussão curiosa e… útil.

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