Lamine Diack, ex-presidente da IAAF condenado a quatro anos de prisão, sendo dois efetivos

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O tribunal correcional de Paris condenou ontem o antigo presidente da IAAF, atual World Athletics, Lamine Diack (1999-2015), julgado por corrupção ativa e passiva, abuso de confiança e branqueamento em bando organizado, a quatro anos de prisão, dois quais dois de prisão efetiva e a uma multa máxima de 500 mil euros.

O senegalês de 87 anos, foi julgado por ter permitido retardar, a partir de finais de 2011, processos disciplinares contra os atletas russos suspeitos de doping sanguíneo.

Papa Massata Diack, filho de Lamine Diack, que está em Dakar e se recusou comparecer no julgamento, foi condenado a cinco anos de prisão efetiva e uma multa de um milhão de euros.

Foram ainda pronunciadas penas de prisão para os outros protagonistas do mesmo processo. Dois anos de pena suspensa e 140 mil euros de multa para o antigo responsável antidoping da IAAF, Gabriel Dollé, e três anos de prisão, sendo dois de pena suspensa e 100 mil euros de multa para o advogado Habib Cissé, conselheiro de Lamine Diack.

Dois responsáveis russos foram julgados na sua ausência. O antigo presidente da federação nacional de atletismo, Valentin Balakhnitchev, e o antigo treinador Alexei Melnikov, foram condenados respetivamente a três e dois anos de prisão efetiva, com manutenção de mandato de captura.

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