A APOPA (Associação Portuguesa de Organizadores de Provas de Atletismo) voltou a tomar posição sobre as taxas implementadas pela Federação Portuguesa de Atletismo, a serem pagas pelos atletas populares.
Num comunicado emitido pelo organismo com o título “Pelo Desporto de todos, para todos”, podemos ler:
“Não aceitamos que a corrida se torne um privilégio sujeito a taxas excessivas.
Organizar eventos é promover saúde pública. Novas taxas não podem ser um obstáculo à dinamização do Atletismo em Portugal.
A APOPA defende a sustentabilidade das provas
Somos contra o peso excessivo das novas homologações e taxas administrativas.
Unidos pela transparência, equidade e justiça no desporto nacional.
O atleta informal não é um número, é a alma das nossas corridas.
Dizemos NÃO à taxa que penaliza quem corre por lazer!
Sobre as regras da FPA a APOPA exige:
Menos burocracia. Mais apoio.
A APOPA exige regulamentos que protejam quem organiza e quem corre.
A homologação de percursos deve garantir qualidade e segurança, não asfixiar financeiramente os organizadores locais.
Estamos a trabalhar para que o calendário de provas em Portugal continue vibrante, acessível e inclusivo.
A nossa luta é o vosso direito a correr!
A APOPA publicou ainda no seu site, o “Manifesto da Corrida Livre”.
O “Manifesto da Corrida Livre”
Pela Sustentabilidade do Atletismo: O Nosso Compromisso
A APOPA acredita que O Atletismo é a ferramenta mais democrática de saúde pública em Portugal.
No entanto, os novos regulamentos de taxas da FPA colocam em risco esta democratização.
O que defendemos:
- Respeito pelo Atleta Informal – Não podemos aceitar que quem corre por lazer seja visto como uma fonte de receita administrativa. O atleta não federado é o motor das provas populares.
- Homologações Justas – A certificação de percursos deve ser um selo de qualidade acessível, e não um custo proibitivo que força o cancelamento de provas históricas ou o aumento do preço das inscrições.
- Transparência e Diálogo – Queremos Regulamentos que nasçam do diálogo com quem está no terreno a organizar, e não de decisões unilaterais que ignoram a realidade dos clubes e
organizadores.
A corrida é de todos. Junte-se a nós nesta causa.

