A Maratona de Valência disputada no passado domingo, é uma das mais rápidas do mundo, detendo quatro das dez melhores marcas mundiais em masculinos e outras quatro em femininos.
Mas a prova também registou pelo segundo ano consecutivo, um número impressionante de atletas que completaram os 42.195 metros em menos de três horas. Esta marca tornou-se quase uma rotina em Valência, onde quase 20% dos participantes quebraram a barreira.
Quem completou a prova em 2h59m59s, classificou-se em 5.450º lugar entre 30.500 corredores. Com o mesmo tempo, ficaria à volta do 4.400º lugar na Maratona de Boston deste ano.
Neste domingo, quase 5.500 corredores completaram a prova em menos de três horas, 75 atletas correram abaixo de 2h15m e 520 registaram tempos abaixo de 2h30m, um tempo que, há um século, teria sido recorde mundial. Na edição do ano passado, 560 corredores terminaram em menos de 2h30m.
Poucas provas no mundo podem comparar-se à qualidade dos participantes da Maratona de Valência: Londres, Nova Iorque e Boston. Mas nenhuma das três principais maratonas chega perto de ter um número semelhante de corredores na frente do pelotão. Na edição deste ano em Nova Iorque, um tempo abaixo de 2h30m colocaria o atleta entre os 100 melhores, e em Londres, entre os 200 melhores. Ambas as provas têm o dobro dos participantes que Valência e, são geralmente, disputadas em condições climatéricas mais favoráveis.
Dos 30.500 participantes que concluíram a Maratona de Valência deste ano, 7.324 eram mulheres, representando 24% do total. O escalão masculino mais representado foi o de 18 a 35 anos, com cerca de 1.200 corredores que completaram a prova em menos de três horas.
Existem muitas teorias sobre o que torna Valência tão rápida: clima excelente, um percurso meticulosamente plano e tecnologia de ponta nos sapatos, tudo impulsionado pelo boom global das maratonas. Ano após ano, Valência continua a atrair corredores em busca de recordes, melhores marcas pessoais e mínimos para outras provas.


Muitos elogios a esta prova em termos de profundidade, mas um prova com participação extremamente massiva pode ser inimiga da qualidade. No ano passado um homem correu com um dorsal de uma mulher (portuguesa) conforme se verifica pelas fotos do evento. Fez 2:33:10 uma marca que a ter sido realizada por uma mulher constituiria mÃnimos para algumas competições internacionais. Até ao momento a marca continua a aparecer nas listas da World Athletics dos melhores tempos anuais. A atleta feminina que terá cedido o dorsal a um homem é uma mera atleta popular. De acordo com a WA é teoricamente a 5ª melhor do ano e a 29ª melhor “portuguesa” de todos os tempos. A FPA tomou conhecimento, por e-mail, e nada fez, a marca continua lá. A organização tomou conhecimento e nada fez.
Lamentável o que o Arlindo relata, o “deixa andar” e o pactuar com os batoteiros.