Benfica e Sporting batem (velhos) recordes dos Campeonatos de Portugal

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As equipas do Benfica (masculinos) e Sporting (femininos) sagraram-se este sábado campeãs de Portugal de 4×100 metros, batendo em ambos os casos os velhos recordes dos campeonatos, que datavam de 1988 e 1987, respetivamente – 30 anos! A equipa do Benfica, composta por André Costa, Ricardo Pereira, Diogo Antunes e Pedro Bernardo, obteve 39,94 s, melhorando os 40,09 s que outra equipa do Benfica (com Fernando Damásio, Pedro Curvelo, Luís Cunha e Carlos Fernandes) detinha. O pódio dos campeonatos foi completado pela Escola do Movimento (43,49) e CA Seia (43,88), já que competiram extra as equipas nacionais de sub’23 (40,66) e juniores (41,46) e a formação do Sporting (40,89), com um atleta estrangeiro (Holder da Silva).

Na prova feminina, a equipa do Sporting, com Filipa Martins, Lorène Bazolo, Olímpia Barbosa e Carla Gama, obteve 45,35 s, não só recorde dos campeonatos mas também a quinta marca de sempre a nível de clubes. O anterior recorde (46,14) pertencia ao Benfica, com Virgínia Gomes, Maria João Lopes, Graziela Guerreiro e Carmo Prazeres. Grecas (48,67) e Srª Desterro (52,41) completaram o pódio e uma equipa nacional júnior gastou 47,09.

Se tudo correu bem a nível dos 4×100 m, já o Campeonato de Portugal de 4×400 metros foi um rotundo fracasso, já que as principais equipas nacionais (incluindo a Juventude Vidigalense, ausente ao contrário do habitual) não competiram. Sagraram-se campeãs as formações masculina da Escola do Movimento, com 3.25,34, e feminina do Grecas, com 4.03,90. Desde há mais de 40 anos, só em dois anos se fez pior! Nos homens, desde 1971 só foi pior em 2003 e 2010. Nas mulheres, desde 1977 só foi pior em 2011 e 2015. Anos bem recentes, a confirmar o pouco interesse que clubes e atletas votam a estes campeonatos. Ser campeão de Portugal continua a dizer muito pouco a clubes e atletas, infelizmente, e a Federação tem que encontrar incentivos para inverter a situação…

Marcos Chuva em foco

Nas provas extra, destaque para Marcos Chuva, que abriu a época de pista com bem promissores 8,00 m no comprimento (v:+1,4 m/s), igualando a sua 7ª marca de sempre e sendo a melhor desde 2014. Olímpia Barbosa igualou o seu recorde pessoal nos 100 m barreiras (13,67/v:+1,3), António Gomes baixou pela primeira vez dos 15 segundos nos 110 m barreiras (e logo para 14,77/v:+1,9) e nos 100 metros Rafael Jorge (10,54/v:+1,0) – recorde pessoal – e Carlos Nascimento (10,56/v:+1,7) ganharam as suas séries. Uma boa jornada para a velocidade…

Resultados completos no site da AA Porto, em https://www.aaporto.com/index.php/competicoes/resultados

 

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