Na final do salto em comprimento do Europeu de Birmingham, apenas quatro centímetros separaram a quarta classificada, Agate de Sousa (6.96 m), da primeira, a italiana Larissa Iapichino. E apenas dois centímetros da terceira, a francesa Hilary Kpatcha.
Mário Aníbal, o treinador de Agate de Sousa, recorreu às redes sociais para duvidar da medição do último salto da sua atleta, dado como sendo 6,89 m.
“Ainda sobre aquele sexto salto: se o salto da esquerda é de 6,96 m, como é possível o da direita ser 6,89 m?! Na imagem da direita, a linha azul dos 6,96 m está, como seria de esperar, muito próxima da linha preta dos 7,00 m, já que a diferença é de apenas 4 cm. A Agate cai claramente à frente da linha azul dos 6,96 m… e o resultado oficial foi 6,89 m! Como se diz em espanhol: ‘Yo no creo en las brujas, pero que las hay, las hay.’ E como não havia nenhuma espanhola na luta pelo ouro, estou perfeitamente à vontade para usar o ditado em espanhol”, escreveu Mário Aníbal que explicou ainda a lição a tirar no futuro: “Tínhamos 30 minutos para reclamar, mas, como era o último salto e já não havia nada a corrigir, só revi o salto a caminho do hotel… tarde demais.
A melhor lição que tiro destes campeonatos é que, no futuro, em qualquer grande competição em que os resultados sejam definidos por centímetros, vou pedir sempre a revisão dos saltos que possam definir o pódio.
A mim, não me enganam mais.
Algo de errado não está certo!”

