Meia Maratona de Lisboa/E funcionou o plano B

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Bruno Paixão e Filomena Costa, os melhores portugueses

Alguma vez tinha de ser! Foi a 28ª edição que ficou sem a ponte 25 de Abril. Mas a segurança de todos os participantes falou mais alto e fez bem a Organização em ter alterado o local da partida para Sete Rios, nas imediações do Jardim Zoológico. Se a temperatura de 12ºC estava agradável para correr, já o mesmo não se pode dizer do vento que chegou a ter rajadas na casa dos 66 km/hora.

Claro que houve quem não gostasse da alteração do local da partida e já exigisse no facebook da prova, a devolução do valor da inscrição. Para quê correr riscos desnecessários e que podiam pôr em causa a vida de alguém? Há que ser realista!

Não deve ter sido fácil à Organização alterar a logística da partida num espaço de 24 horas. Mas na nossa opinião, ela funcionou e bem. É nestes momentos que se vê a força da uma Organização. Houve quem não gostasse? Muitos, não fazem a mínima ideia do que é organizar uma corrida com antecedência, quanto mais colocar dezenas de milhares de pessoas noutro local de partida em 24 horas.

Sempre o vento!

Foi o grande inimigo de todos os participantes, particularmente da Meia Maratona. “Vento”, foi certamente a palavra mais pronunciada por quem terminou os 21.097 metros.|

Terrível para quem correu do Cais do Sodré até ao retorno no Dafundo. Valeram os últimos 4 km finais com ele a favor.

Mais civismo precisa-se!

Não gostámos de ver tantos plásticos abandonados no chão após a partida, convidando a quedas. O mesmo se passou já quase no final no abastecimento de bananas e laranjas. Muitas cascas foram abandonadas nas dezenas de metros seguintes em plena estrada. Ai o civismo!

Muita festa

Quem acabou até 2.30, foi presenteado com três aguaceiros. Muita alegria durante o percurso, muitos estrangeiros. Camisolas originais como de três meninas que tinham escrito nas costas: “Se está a ler isso é porque estou à frente do último”. Ou de outra: “Sorria, está a ser ultrapassado por uma mulher”.

Bruno Paixão e Filomena Costa, os melhores portugueses

Em declarações antes do início da prova (ver mais abaixo), Bruno Paixão tinha três objetivos: ficar nos dez primeiros, ser o melhor português e baixar se possível dos 1.05.04 do ano passado. Conseguiu um dos objetivos – ser o melhor português. Terminou em 1.07.17 e quanto à classificação, foi “apenas” o 22º. Dado o elevado nível de participantes deste ano, era impossível a ele ou a qualquer outro português hoje ausente, ficar nos dez primeiros. O 10º fez 1.00.53!

Filomena Costa, que tinha desistido da maratona de Sevilha, obteve um honroso 10º lugar com 1.16.43, sendo assim a melhor portuguesa. Entre a 10ª e 15ª classificada, tivemos cinco portuguesas com Mónica Silva a ficar a 15 segundos de Filomena.

A classificação provisória apresenta 9.191 atletas, muito longe dos anunciados 15.000 inscritos. Muitos não terão comparecido, ou por receio da intempérie ou por discordarem da alteração do local da partida. O ano passado, acabaram 10.582.

BRUNO PAIXÃO (antes da prova)

“O objetivo é entrar no top 10 como no ano passado em que fiz 1.05.04 e fui 10º da geral e 3º português. É um privilégio estar presente numa prova nacional com tantos atletas de nível mundial”.
ERICK KIPTANUI (vencedor)

“Estou muito contente. Os objetivos não foram alcançados no tempo que esperava fazer. Estava muito vento, foi preciso puxar mais”.

ETAGEGNE WOLDU (vencedora)

“Foi uma vitória muito importante. Serviu para ajudar a próxima competição onde vou entrar. Fez muito vento”.

CARLOS MÓIA

“Se não tivéssemos alterado a partida na ponte, teria sido grave. Muita gente não gostou. Na elite masculina, houve 12 atletas com 60 minutos. Se não estivesse este vento, muitos teriam feito 59 e até 58 minutos. Foi um grande dia”.

RESULTADOS 28ª MEIA MARATONA LISBOA (11/03)

MASCULINOS

1º Erick Kiptanui (Quénia) 1.00.05; 2º Yohanes Gebregergish (Eritreia) 1.00.16; 3º Morris Cachaga (Quénia) 1.00.17; 4º Nicholas Kosimbei (Quénia) 1.00.21; 5º Atsedu Tsegay (Etiópia) 1.00.28; 6º Zerzenay Tadese (Eritreia) 1.00.29; 7º Alexander Mutiso (Quénia) 1.00.31; 8º James Wangari (Quénia) 1.00.49; 9º Noah Kipkemboi (Quénia) 1.00.52; 10º Birhan Nebebew (Etiópia) 1.00.53; … 22º Bruno Paixão (Portugal) 1.03.57; 23º João Antunes (Portugal) 1.04.23; 24º Jorge Varela (Portugal) 1.04.37; 25º Luís Macau (Portugal) 1.04.37; 26º José Gaspar (Portugal) 1.04.38

Femininos

1ª Etagegne Woldu (Etiópia) 1.11.27; 2ª Belainesh Olgira (Etiópia) 1.11.29; 3ª Helen Bekele Tola (Etiópia) 1.11.33; 4ª Mimi Belete (Bahrein) 1.11.38; 5ª Magdalyne Masai (Quénia) 1.11.49 ; 6ª Sofya Shemsu (Etiópia) 1.11.50; 7ª Hiwot Yalew (Etiópia) 1.11.56 ; 8ª Pasalia Chepkorir (Quénia) 1.13.24; 9ª Kellys Arias (Colômbia) 1.15.27; 10ª Filomena Costa (Portugal) 1.16.43; 11ª Mónica Silva (Portugal) 1.16.58; … 13ª Vera Nunes (Portugal) 1.17.08; 14ª Carla Martinho (Portugal) 1.17.24; 15ª Doroteia Peixoto (Portugal) 1.17.51

CTT WHEELCHAIR RACING

1º David Weir – 45.39; 2º Patrick Monahan – 47.34; 3º John Smith – 47.59; 4º Daniel Romanchuk – 48.00; 5º Rafael Botello – 50.16

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