Parar além dos problemas com vistos que dizimaram a Etiópia e a Eritreia para o Mundial de Corta-Mato deste sábado, a maior parte dos países europeus vão estar ausentes da prova.
A lista de países que não vão estar presentes em Tallahassee inclui entre outros e para além de Portugal, a Itália, Alemanha, Noruega, Polónia, Áustria, República Checa, Croácia, Dinamarca, Finlândia, Hungria, Ucrânia, Turquia e Suíça.
Além disso, a Bélgica tem apenas um atleta (na prova masculina Sub-20), tal como os Países Baixos na prova feminina sénior.
A Dinamarca e a Sérvia que receberam o evento nos últimos anos, também estarão ausentes.
A World Athletics esperava que esta nova data no início do ano, em comparação com a tradicional data no final de março, evitasse as épocas de pista coberta e de estrada e atraísse mais atletas para este Mundial. Mas o plano fracassou.
Além das equipas inteiras ausentes, também vão falhar vários dos principais nomes do atletismo mundial. Da queniana Beatrice Chebet ao norueguês Jakob Ingebrigtsen, a lista de ausentes é lamentável. Até mesmo alguns dos melhores atletas norte-americanos, como Cole Hocker e Grant Fisher, não vão participar.
O último Mundial de Corta-Mato disputado em Belgrado, há menos de dois anos, foi semelhante, com a maior parte da Europa a estar ausente do Mundial.
“Temos trabalho a fazer”, disse o presidente da World Athletics, Sebastian Coe. “Gostaria de ver mais nações europeias a viajarem para estes Campeonatos. O Corta-Mato utilizado corretamente no regime de treino moderno, é um conceito atemporal e sem idade.”

