Mulher mais rápida do mundo ainda viva retira-se aos 37 anos

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2010

Carmelita Jeter vai dedicar-se a palestras, clínicas e a formar futuros campeões no atletismo.

A segunda mulher mais rápida da história, Carmelita Jeter anunciou a sua retirada das pistas de atletismo. Campeã olímpica e mundial, a americana de 37 anos era a mulher mais rápida ainda viva. A sua marca, de 10,64 s, só foi superada pela compatriota Florence Griffith-Joyner, que morreu precocemente aos 38 anos sob suspeita do uso de substâncias proibidas. Apesar da sua morte, a dona de três ouros olímpicos mantém-se como recordista nos 100 m, com o tempo de 10,48 s. Nos últimos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a campeã Elaine Thompson venceu em 10,71 s.

– “Eu vou sentir falta quando eles disserem: “Carmelita Jeter, pista cinco”. E de todos gritarem depois “- disse a americana numa cerimónia de gala do Hall da Fama da modalidade.

Nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, Carmelita perdeu a final dos 100 m para a jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce e ficou com o bronze nos 200 m, atrás de Allyson Felix e Fraser-Pryce. Carmelita Jeter também ganhou em Londres a medalha de ouro olímpico na estafeta 4×100 m e conquistou a medalha de ouro nos 100 m do Mundial de 2011 em Daegu, na Coreia.

A americana de 37 anos revelou no entanto, que o seu maior feito na carreira não foi na corrida individual, mas sim na estafeta. Carmelita fez equipa em Londres 2012 com Tianna Bartoletta, Felix e Bianca Knight e as americanas obteviveram o recorde mundial com a marca de 40,82 s.

– “Para quatro mulheres que disputam a mesma prova, deixarem o orgulho e o ego de lado, foi a coisa mais maravilhosa que eu fiz na minha carreira” – acrescentou Jeter na cerimónia.

A última vez que ela competiu oficialmente foi em junho do ano passado, A lesão no lado esquerdo do quadril forçou-a a desistir das provas de seleção americana para os Jogos Olímpicos do Rio.

Carmelita ainda pensou na possibilidade de integrar a seleção de bobsled dos Estados Unidos, conforme informou o portal da “NBC”. Contudo, resolveu que dedicar-se a dar a palestras, a ministrar clínicas, a motivar pessoas através da sua experiência e também a lapidar talentos da nova geração.

– “Eu quero treinar o próximo recordista mundial. Quero fazer alguém ser melhor do que Carmelita Jeter” – prometeu, após anunciar a sua retirada.

Uma das atletas que Jeter tem agora como uma mentora é Aaliyah Brown, uma das integrantes do quarteto campeão na estafeta 4×100 do Mundial de Londres, em agosto desde ano.

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