Foi uma tarde/noite com nove finais. Para além dos 60 m femininos de que já demos notícia, tivemos grandes provas com recordes mundiais e dos Campeonatos.
Uma delas teve lugar no salto com vara com o sueco Armand Duplantis a ser o grande ator com grande réplica do grego Emmanouil Karalis.
Duplantis venceu com 6,25 m, novo recorde dos Campeonatos com o grego a ser segundo com 6,05 m e o australiano Kurtis Marshall a ficar com o bronze depois de saltar 6,00 m.
No final da prova, Duplantis comentou a sua prova: “Saltar em primeiro lugar na ordem e ter o Manolo (Karalis) saltando tão bem como ele saltou, tornou tudo difícil, mas também divertido e desafiador… A arena em Torun ocupa um lugar especial no meu coração. Ela mudou a minha vida, pois foi lá que estabeleci o meu primeiro recorde mundial. É ótimo voltar aqui e competir diante deste público.”
Duplantis explicou ainda a sua decisão de não tentar um novo recorde mundial: “Hoje, o importante era a batalha, foi uma competição difícil, por isso não tentei bater o recorde mundial.”
Nas outras provas, tivemos os seguintes pódios:
Masculinos
400 m: Face às novas regras da World Athletics, tivemos duas provas com quatro atletas cada. A medalha de ouro foi para o canadiano Christopher Morales Williams com 44,76, novo recorde dos Campeonatos. Nos lugares imediatos, ficaram o norte-americano Khaleb McRae com 45,03 e o tobaguenho Jereem Richards em 45,39. O vencedor da primeira final, o norte-americano Chris Robinson com 45,55 ficou fora das medalhas ao obter apenas a quarta melhor marca.

Heptatlo: Vitória destacada do suíço Simon Ehammer a renovar o título mundial com 6.670 pontos, novo recorde mundial.
Com a antiga marca de 6.645 pontos de Ashton Eaton, estabelecida em 2012, ameaçada, Ehammer entrou na prova final dos 1.000 m sabendo exatamente a marca que tinha de fazer.
Um tempo de 2.43,20 ou inferior garantiria o recorde, uma meta bem alcançável, considerando o seu então recorde pessoal de 2.41,76, obtida no Campeonato Europeu de Pista Curta do ano passado. Missão cumprida ao terminar os 1.000 m em 2.41,04.
Os restantes lugares do pódio foram ocupados por dois norte-americanos, Heath Baldwin com um recorde pessoal de 6.337 pontos e Kyle Garland com 6.245.
3.000 m: O britânico Josh Kerr obteve a medalha de ouro num sprint muito apertado, vencendo em 7.35,56 seguido do norte-americano Cole Hocker em 7.35,70 e do francês Yann Schrub em 7.35,71.
Desilusão dos atletas africanos com o queniano Jacob Kropp a ser apenas quarto em 7.36,76.
60 m barreiras: O polaco Jakub Szymanski surpreendeu ao conquistar o ouro em 7,40 com o espanhol Enrique Llopis a ficar com a prata em 7,42, novo recorde nacional. O norte-americano Trey Cunningham teve de contentar-se com o bronze em 7,43.
Femininos
3.000 m: Prova muito lenta com o primeiro quilómetro percorrido em 3m15s. O andamento só espevitou no último quilómetro com a italiana Nadia Battocletti a surpreender com uma grande ponta final, vencendo em 8.57,64. Seguiram-se a norte-americana Emily Mackay em 8.58,12 e a australiana Jessica Hull em 8.58,18.
A prova ficou marcada negativamente pela desqualificação da espanhola Marta Garcia que tocou em Jessica Hull que para não cair, empurrou a etíope Freweyni Hailu que caiu desamparada e embora retomasse a corrida e se juntasse ao pelotão, não teve forças na volta final, sendo apenas sexta.
Triplo salto: A cubana Leyanis Perez Hernandez, campeã mundial em título, voltou a conquistar o ouro com 14,95 m, melhor marca mundial do ano. No regresso às grandes competições mundiais, a venezuelana Yulimar Rojas chegou à medalha de prata com14,86 m com a senegalesa Saly Sarr a surpreender com o bronze ao saltar 14,70 m.
400 m: Disputada nos mesmos moldes masculinos, a jovem checa Lurdes Manuel, de 20 anos, surpreendeu ao vencer a segunda final em 50,76, novo recorde pessoal. Lurdes Manuel é filha de um angolano e de uma checa. No pódio, ficaram as duas primeiras atletas da primeira final, Natalia Bukowiecka em 50,83, novo recorde nacional, e a neerlandesa Lieke Klaver em 51,02.

