Nacional de Pista Coberta/Benfica favorito mas sem grande margem

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A equipa masculina do Benfica, seis vezes campeã nos últimos sete anos (perdeu em 2017 devido a lesão de Marcos Chuva), parte novamente como favorita do Nacional da I Divisão que este fim-de-semana se realiza em Braga. Mas a sua vantagem, que no ano passado foi de apenas um ponto (e há três anos de 4,5 pontos) será certamente diminuta, podendo dar-se uma surpresa, com novo título do Sporting. Já o mesmo não se poderá  dizer sobre a competição feminina, na qual o Sporting se prepara para ganhar com larga vantagem, o seu nono título consecutivo e o 24º nos últimos 25 anos, já que apenas não ganhou em 2010, quando o FC Porto se apresentou com atletas estrangeiras em mais de metade das provas…

No quadro que apresentamos no final, verifica-se que damos o favoritismo ao Benfica em 8 das 13 provas. Consideramos que há nítido favoritismo para o Benfica em quatro delas e para o Sporting em duas outras. Há um favoritismo razoável em duas provas para o Benfica e numa para o Sporting (o que soma 6-3). E há um ligeiro favoritismo para cada uma das equipas em duas provas. Ou seja, o Benfica só garante o triunfo (sete vitórias) se ganhar as quatro provas com grande favoritismo, as duas com médio e mais uma das equilibradas. Partindo do princípio de que as duas equipas serão 1ª e 2ª em todas as provas, não havendo falhanço grave (desclassificação, desistência, lesão) que retire uma série de pontos a uma das equipas e faça desde logo pender a vitória para o outro lado.

Como se verifica, a grande luta dar-se-á ao nível do meio-fundo, no qual Paulo Rosário será peça importante no Sporting e Emanuel Rolim (que tem o contra de não ser muito rápido) no Benfica. Uma vez que Rui Pinto e Samuel Barata ainda não fizeram pista coberta este ano e estiveram numa meia-maratona no passado domingo, acreditamos que a opção do Benfica recaia em Emanuel Rolim para os 3000 m.

Muito equilibrada será igualmente a luta pelo terceiro lugar, que o Sp. Braga conseguiu nos dois últimos anos. Mas, desta vez, J. Vidigalense e Jardim da Serra estarão igualmente na luta, que promete ser bastante equilibrada.

No setor feminino, o Sporting é amplamente favorito, restando saber quantas provas (muito poucas…) não ganhará. O Benfica teria hipóteses nos 800 e 1500 m (com Marta Pen, que ainda esta época não correu), nos 3000 m (Dulce Félix) e no peso (Eliana Bandeira tem ganho a Jéssica Inchude), enquanto o SC Braga tem em Mariana Machado (1500 m) uma forte aposta. O Benfica, que foi apenas quarto há um ano, deverá regressar ao 2º lugar e, a fechar o pódio, tal como no setor masculino, J. Vidigalense (2º em 2018), SC Braga (3º) e Jardim da Serra estarão na luta.

Maia AC, CA Seia e Grecas, no setor masculino, e GA Fátima, Grecas e ADRE Palhaça, no feminino, completarão o lote de equipas da I Divisão, que se iniciará às 15.20 h de sábado e 15 horas de domingo. Antes (a partir das 12.15 e 12 horas, respetivamente) disputar-se-á a II Divisão.

A LUTA BENFICA-SPORTING

Eis um quadro com a provável constituição das equipas do Sporting e Benfica e o favoritismo que atribuímos a cada uma delas, assinalando com um + quando esse favoritismo é grande e – quando é diminuto.

PROVA BENFICA SPORTING FAV.
60 m Frederico Curvelo Carlos Nascimento SCP+
400 m Raidel Acea André Marques SLB+
800 m João Fonseca Paulo Rosário SCP-
1500 m Emanuel Rolim Paulo Rosário SCP-
3000 m Emanuel Rolim Eduardo Mbengani SLB-
60 bar. João Oliveira Rasul Dabo SLB-
Altura Paulo Conceição Tiago Pereira SCP
Vara Diogo Ferreira Edi Maia SLB
Comp. Marcos Chuva Miguel Marques SLB+
Triplo Pedro Pichardo Nelson Évora SLB
Peso Tsanko Arnaudov Marco Fortes SLB+
5000 m M Miguel Carvalho João Vieira SCP+
4×400 m SL Benfica Sporting CP SLB+

2 Comentários

  1. Nos 400m masculinos o Sporting conta com melhores opções (2 estrangeiros autorizados) do que o André Marques, o que daria na mesma favoritismo do Acea mas não tão gigante.

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