Nelson Évora 4º na Taça Intercontinental… com a quinta marca

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Nelson Évora foi quarto na prova de triplo da Taça Intercontinental, que terminou em Ostrava com triunfo coletivo da seleção das Américas. O atleta português, o melhor europeu, obteve a quinta marca do concurso (16,58) mas o regulamento da competição deu-lhe o quarto lugar. A primeira “tarefa” do atleta português era derrotar o seu companheiro de equipa, o espanhol Pablo Torrijos, para passar às meias-finais. E conseguiu-o por larga margem: 16,58 contra 15,42 de Torrijos, que ficou em último. Nelson Évora, que conseguiu os 16,58 no primeiro ensaio (v:-0,9), fez nulo a seguir e já nem saltou o terceiro pois já estava apurado. Nos três ensaios iniciais, os melhores foram Christian Taylor, com 17,59, Hughes Zango, com 17,02, novo recorde do Burundi, e Cristian Nápoles, com 17,07, mas este cubano ficou fora das “meias-finais” (4º ensaio) pois apenas passavam o melhor de cada uma das quatro seleções.

No quarto ensaio, Nelson Évora, com uma chamada bem longe do limite, ficou-se pelos 16,28 (v:-0,5), tendo sido o pior dos quatro semifinalistas, embora não longe de Zango (16,44) e do indiano Aspinder Singh, que conseguira 16,59 no 1º ensaio mas apenas 16,33 neste quarto salto. Apenas Christian Taylor continuou a manifestar grande superioridade, saltando 17,41. E, na final (5º ensaio), voltou a ser muito superior, ganhando com 17,31, contra 16,46 de Singh. O seu melhor ensaio acabou por ser o primeiro, com 17,59 (v:-1,9), ainda bem aquém da melhor marca mundial do ano de Pedro Pichardo (17,95).

No triplo, a seleção das Américas dominou (1º e 5º lugares) e a da Europa foi última (4º e 8º lugares). Em pontos: 8 contra 2. Ásia-Pacífico e África dividiram os pontos (5 para cada).

A seleção das Américas acabou folgada vencedora, com 262 pontos, contra 233 da Europa, que havia ganho a última edição, há quatro anos, e triunfara também na primeira, em 2010, perdendo depois na secretaria, devido a um caso de doping. Na luta pelo terceiro lugar, a Ásia/Pacífico somou 188 pontos, contra 142 da África, que fora terceira nas duas edições anteriores. Destaque, na segunda jornada, para o tempo de Caster Semenya nos 800 m, prova que liderou isolada desde início, terminando em 1.54,77, e para a dupla vitória de Caterine Ibarguen, que juntou o triunfo no comprimento (6,93) ao da véspera, no triplo. Tal como na semana passada, na Liga de Diamante!

Vencedores:

MASCULINOS

100 m (v:0,0) – Noah Lyles (AME)    10,01

400 m – Abdalelah Haroun (ASI) 44,72

1500 m – Elijah Manangoi (AFR) 3.40,00

3000 m – Paul Chelimo (AFR) 7.57,13

110 bar. (+0,9) – Sergey Shubenkov (EUR) 13,03

Vara – Sam Kendricks (AME) 5,85

Triplo – Christian Taylor (AME) 17,59 (-1,9)

Martelo – Dishod Nazarov (ASI) 77,34

Dardo – Thomas Rohler (EUR) 87,07

FEMININOS

200 m (+0,1) – Shaunae Miller-Uibo (AME) 22,16

800 m – Caster Semenya (AFR) 1.54,77

3000 obst. – Beatrice Chepkoech (AFR) 9.07,92

400 bar. – Janieve Russell (AME) 53,62

Altura – Mariya Lasitskene (EUR)    2,00

Comp. – Caterine Ibarguen (AME) 6,93 (+0,8)

Peso – Lijao Gong (ASI) 19,63 (2ª Raven Sauders AME 19,74)

Dardo – Huihui Lyu (ASI) 63,88

4×400 m (misto) – Américas 3.13,01

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