O Campeonato dos Estados Unidos no passado domingo foi marcado pela final dos 200 m onde Noah Lyles teve de diminuir o ritmo na reta final (terminou a passo em 50,88) devido a uma cãibra na perna, provocando exclamações de surpresa do público no Estádio Icahn, em Nova York. No final, Lyles procurou tranquilizar todos, afirmando que estava bem e que o desconforto teria sido provavelmente devido às pesadas cargas de treino.
O pódio foi composto por Garrett Kaalund em 20,04 (+1,5 m/s), seguido de Brandon Hicklin em 20,288 e Maximilian Thomas em 20,290.
Pela primeira vez desde 2018, este Campeonato Americano não serviu como classificativo para as competições mundiais, já que 2026 é um ano sem eventos, sem Jogos Olímpicos ou Campeonatos Mundiais.
Alguns atletas, como Sydney McLaughlin-Levrone, que foi mãe no início deste mês, e Rai Benjamin, estiveram ausentes. Sem eles, Anna Cockrell (52,94) e Christopher Robinson (47,61, a sua melhor marca da época) conquistaram os títulos feminino e masculino dos 400 m barreiras, respetivamente.
Tivemos ainda a impressionante vitória de Melissa Jefferson-Wooden nos 200 m. Medalhada de bronze nos 100 m dos JO de Paris e campeã olímpica dos 4×100 m, ela venceu em 21,69 (+1,0 m/s), apenas um centésimo de segundo acima do seu recorde pessoal, à frente de Cambrea Sturgis em 22,22 e Camryn Dickson em 22,58.
O último dia também foi marcado pela vitória do jovem Cooper Lutkenhaus nos 800 m em 1.43,48. O jovem norte-americano de 17 anos, terminou à frente de Wes Ferguson com 1.44,55 e Hobbs Kessler com 1.45,00.
Nos 110 m barreiras, Cordell Tinch venceu em 13.00 (+0.5 m/s) na ausência do recordista mundial Ja’Kobe Tharp.
Tara Davis-Woodhall terminou em terceiro lugar no salto em comprimento com 6,90 m, atrás da vencedora Alyssa Jones com 6,96 m e de Monae Nichols com 6,92 m. A campeã olímpica foi inicialmente declarada vencedora da competição com 7,16 m mas o seu salto foi posteriormente considerado ilegal após um protesto.

