É habitual vermos atletas de elite da pista experimentarem o corta-mato e a estrada. Mas o que a norte-americana Shelby Houlihan fez, não está ao alcance de todos.
No dia 3 de janeiro, no Arizona, ela estreou-se no trail vencendo a Christiansen Trail Run com um novo recorde feminino para o percurso. A atleta olímpica de 2016 conquistou o primeiro lugar na prova com 24 quilómetros em 1h34m12s, terminando com quase sete minutos de avanço do segundo classificado, que foi o primeiro homem a cortar a meta.
Shelby Houlihan esteve suspensa por ter acusado nandrolona entre 2021e 2025. Ela alegou então que a substância detetada provinha de um burrito de carne de porco contaminado, comprado num food truck. Mas o Tribunal Arbitral do Desporto decidiu que a probabilidade desse cenário era “próxima de zero”.
Desde que Shelby Houlihan voltou a competir em janeiro passado, ela representou os Estados Unidos no Campeonato Mundial de Tóquio e no Campeonato Mundial de Pista Coberta em Nanjing, Chna, onde conquistou a medalha de prata nos 3.000 m.
Algumas figuras conhecidas do atletismo e das maratonas fizeram frequentemente a transição para o trail na reta final das suas carreiras, mas poucos obtiveram sucesso imediato. Em 2024, o japonês Suguru Osako, participante nos JO do Rio de Janeiro, Tóquio e Paris, correu os 40 quilómetros da prova Martigny-Combe a Chamonix (MCC) da UTMB. Ele terminou em 52º lugar na classificação geral, quase uma hora atrás do vencedor.


Ao contrário do que está escrito no último parágrafo, Suguru Osako nunca foi campeão olÃmpico
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