O sul-africano Oscar Pistorius, campeão paralímpico caído em desgraça após assassinar a sua namorada Reeva Steenkamp, está a construir uma nova vida tranquila em Pretória.
O ex-“Blade Runner”, que ganhou seis medalhas de ouro paralímpicas e foi o primeiro duplo amputado a competir nos Jogos Olímpicos, disparou quatro vezes em Reeva em Steenkamp, através da porta trancada de uma casa de banho, em fevereiro de 2013. Em 2024, ele ficou em liberdade condicional e desde então, raramente foi visto em público.
Agora aos 39 anos, Pistorius apresenta uma aparência visivelmente diferente da sua época de atleta: mais grisalho, com barba por fazer e vestido frequentemente de forma a esconder as suas próteses.
Moradores do bairro nobre de Waterkloof dizem que ele mantém um perfil discreto nas suas idas matinais à pastelaria, geralmente acompanhado do seu cão, sendo raramente reconhecido pelos outros clientes.
Segundo relatos, Pistorius perdeu os seus contratos de patrocínio após ser indiciado e foi posteriormente, completamente banido do atletismo competitivo.
Aparentemente, ele encontrou novas formas de se exercitar, tendo começado a jogar padel e a participar em triatlos Ironman locais.
Fontes próximas da região afirmam que ele também começou a trabalhar em 2025, para uma empresa de engenharia de som, apesar de, supostamente, ter pouca necessidade financeira devido à riqueza do seu tio Arnold, que o abriga desde a adolescência e é considerado um dos homens mais ricos da região.
No âmbito pessoal, Pistorius tem uma nova companheira, Rita Greyling, que possui uma notável semelhança com Reeva Steenkamp. O casal frequenta uma igreja gospel moderna, voltada para o público jovem, uma mudança em relação à congregação tradicional de língua africaner que a sua família frequentava antes.
O relacionamento deles ter-se-á tornado público quando compareceram ao casamento da irmã dele no ano passado. Frequentadores da igreja descrevem-no como um voluntário ativo, que ajuda em tarefas como estacionar o carro e servir refrescos, e dizem que ele encontrou ali um senso de comunidade.
O pai de Steenkamp, Barry, que morreu mantendo até ao fim a convicção de que Pistorius matou deliberadamente a sua filha, sempre rejeitou qualquer sugestão de perdão. A sua família afirmou que o caso quase os levou à falência, e muitos sentem que são eles que acabaram a cumprir prisão perpétua, em vez da pena que, na sua opinião, deveria ter sido aplicada a Pistorius.

