Patrícia Mamona ganha prata/Arnaudov (4º) bate recorde do peso

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Depois do ouro no Europeu de ar livre de 2016 e da prata nesse mesmo Europeu, em 2012, Patrícia Mamona estreou-se num pódio de pista coberta, ao ser segunda no Europeu de Belgrado, a escassos cinco centímetros do título, conseguido pela alemã Kristin Gierisch, com 14,37.

Depois, Tsanko Arnaudov conseguiu um excelente último ensaio a 21,06, batendo por dois centímetros o recorde nacional que ele detinha desde 2015, ao ar livre, sendo quarto no peso.

Patrícia Mamona obteve a sua segunda melhor marca de sempre em pista coberta (14,32), a escassos quatro centímetros do seu recorde nacional, conseguido em 2014, em Pombal. Além disso, fez um concurso notável de regularidade, com outros ensaios a 14,24 (1º ensaio), 14,25 (2º) e 14,29 (3º). Ao contrário da vencedora, que fez 14,37 ao 2º ensaio e 13,91 no 6º, para além de quatro nulos. Esta foi a 21ª medalha portuguesa em Europeus de pista coberta: 11 de ouro, 8 de prata, 2 de bronze.

Com um novo recorde pessoal de pista coberta (13,99), Susana Costa cumpriu, sendo 7ª nesta final, depois do 5º posto conseguido no Europeu de ar livre do ano passado.

No peso, Tsanko Arnaudov começou bem, com 20,49m, mas ficou longe nos lançamentos seguintes (20,16-nulo-19,81-19,50), parecendo garantido no 6º lugar, em todo o caso já honroso. Mas no último ensaio, conseguiu sensacionais 21,06, subindo a quarto, a 22 centímetros do pódio, num concurso no qual os cinco primeiros passaram os 21 metros.

Sensacional foi o jovem (ainda 19 anos!) polaco Konrad Bukowiecki, que no 2º ensaio, chegou ao recorde nacional (absoluto) com 21,97! O alemão David Storl, o favorito, acabou por ser apenas terceiro, com 21,30, batido pelo checo Tomas Stanek, que bateu o recorde pessoal com 21,43.

Entretanto, nas meias-finais de 60 metros, Ancuiam Lopes esteve muito bem, ao bater o seu recorde pessoal por um centésimo, com 6,71s, sendo 6º na sua série. Mas foi o segundo melhor dos não apurados para a final, fazendo melhor que o quarto e último apurado da outra série (6,72).

O TRIPLO ENSAIO A ENSAIO

1º ensaio: Excelente início de Patrícia Mamona que, apesar de uma chamada a 30 centímetros do limite (!), chegou a 14,24, melhor marca da época e que a colocou na frente do concurso. Quem mais se aproximou, depois, foi a alemã Jenny Elbe, com 14,12. Susana Costa abriu com 13,83 – era quinta.

2º ensaio: Patrícia Mamona, a primeira a saltar, melhorou um centímetro (14,25), desta vez com chamada perfeita, mas final menos bom. Mas, depois, a alemã Kristin Gierisch conseguiu 14,37 e passou para a liderança da prova. A grega Paraskevi Papahristou aproximou-se, com 14,20, passando a terceira. Entretanto, Susana Costa melhorou para 13,99, recorde pessoal de pista coberta (mais dois centímetros que na qualificação), marca que a colocou como sexta.

3º ensaio: Patrícia Mamona voltou a melhorar, agora para 14,29, igualmente com uma chamada longe da tábua. A alemã Gierisch fez nulo e a grega Papahristou também melhorou, agora para 14,24. Nulo para Susana Costa.

4º ensaio: Nada de novo. Nulo para Patrícia Mamona (e também para a alemã Gierisch). Susana Costa fez 13,89, mas desceu um lugar, para sétima, devido aos 14,14 da polaca Michalska.

5º ensaio: Mais um excelente salto de Patrícia Mamona, que melhorou para 14,32, a cinco centímetros da liderança de Gierisch, que depois fez mais um nulo. Ninguém mais chegou aos 14 m e Susana Costa ficou-se pelos 13,65.

6º ensaio: Era a derradeira hipótese de Patrícia Mamona chegar ao ouro, mas acabou por ser o seu pior ensaio válido (14,01). Já campeã, a alemã Kristin Gierisch ficou-se pelos 13,91. Susana Costa saltara 13,71, mantendo o 7º lugar.

AS OUTRAS FINAIS DO 2º DIA

Altura (F): Sensacional a lituana Airine Palsyte, que ganhou ao passar 1,96m à primeira e depois ainda passou 2,01, novo recorde nacional. A menos de um mês de completar 38 anos (!), a espanhola Ruth Beitia ainda foi prata, com 1,94.

Vara (F): A alemã Lisa Ryzih “limpou” todas as alturas até 4,75m (recorde pessoal), falhando depois o primeiro ensaio a 4,80. E a grega Ekaterini Stefanidi, que falhara um ensaio a 4,55, prescindiu de 4,70 e 4,75 para decidir tudo a 4,80, que passou à primeira, e confirmando depois a 4,85, também à primeira. Tentou depois o recorde grego, a 4,91, mas sem êxito.

1500 m (F): Depois de ter corrido as eliminatórias de 1500 e 3000 m no primeiro dia dos campeonatos, a britânica Laura Muir foi imparável na final de 1500 m, impondo andamento forte desde os 300 metros e ganhando com a melhor marca mundial do ano (4.02,39) e mais de dois segundos de vantagem sobre a segunda, a alemã Konstanze Klosterhalfen (4.04,45).

400 m (F): Vitória categórica da francesa Floria Guei, com um novo recorde pessoal (51,90s), e mais de meio segundo de vantagem sobre a checa Zuzana Hejnová (52,42).

1500 m (M): Campeão europeu de 800 m em 2015, o polaco Marcin Lewandowski juntou-lhe agora o título de 1500 m, com um forte final (3.44,82), ultrapassando o jovem (quase 21 anos) sueco Kalle Berglund (3.45,56).

Comprimento (M): Final sensacional com um centímetro a separar os três primeiros. O sueco Michel Tornéus, já campeão em 2015 (então com 8,30m) abriu com 8,08 e parecia com o título assegurado quando, no último ensaio, o albanês Izmir Smajlaj bateu o recorde nacional também 8,08, mas vantagem (8,02-7,98) no segundo melhor salto. O ucraniano Serhiy Nykyforov ficou a um centímetro (8,07).

400 m (M): O checo Pawel Maslak sagrou-se campeão pela terceira vez (e tem dois títulos mundiais de pista coberta!), conseguindo a melhor marca europeia do ano (45,77s), bem à frente do polaco Rafal Omelko (46,08).

60 m (M): O britânico Richard Kilty, já campeão há dois anos, renovou o título com a melhor marca europeia do ano (6,54s) e claros quatro centésimos de vantagem sobre o eslovaco Jan Volko (6,58 – recorde nacional). E o terceiro ficou a nove centésimos…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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