Polémica no Reino Unido, acusado de manipulação de classes no atletismo paralímpico

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Comité Paralímpico nega acusações: “Tais alegações repetidas e infundadas estão causando stresse aos atletas”

Após acusações de manipulação no sistema de classes de atletas paralímpicos do atletismo no Reino Unido, o Comité Paralímpico Internacional (IPC) informou através de um comunicado que investigou as queixas e concluiu que os atletas estavam na classe correta. Foi marcada para ontem uma audiência pelo Comité Digital, Cultura, Media e Desporto em Londres para expor e analisar as evidências sobre o assunto. O IPC não conseguiu enviar nenhum representante e por isso, divulgou nove páginas de um documento com provas e conclusões sobre as acusações.

A polémica envolve as classes de provas do atletismo paralímpico começou depois que Michael Breen, o pai da atleta Olivia Breen, ter acusado a Federação de Atletismo do Reino Unido de manipular o sistema para ganhar mais medalhas. Segundo ele, a entidade estaria a colocar atletas em corridas ou eventos em que a sua deficiência é menor do que a dos seus concorrentes.

Breen, cuja filha tem paralisia cerebral e é campeã mundial do salto em comprimento, usou o seu privilégio parlamentar para exigir uma audiência, e o comité selecionado disse que “examinaria se o atual sistema de classificação no atletismo paralímpico britânico é justo”.

A Federação Internacional de atletas paralímpicos também se manifestou e anunciou que estão a ser realizadas mudanças nas regras e regulamentos de classificação. As alterações estariam focadas em atletas com paralisia cerebral, acidente vascular cerebral e esclerose múltipla.

Paula Dunn, principal treinadora de atletismo do Reino Unido, enviou um e-mail aos atletas britânicos que poderiam ser afetados dizendo que “não havia necessidade de se preocuparem”, mas que seria preciso enviar uma série de documentações exigidas pela entidade “o mais rápido possível.”

Através do comunicado, o IPC disse que não tem conhecimento de qualquer evidência que possa questionar a integridade dos atletas ou indicar que eles estejam na classificação errada. Segundo o Comité, a Federação Internacional possui informações detalhadas, diagnóstico médico e relatórios de classificação que apoiam e indicam que cada um dos atletas está na classe correta. Ainda de acordo com o documento, a entidade estaria preocupada com o bem-estar de todos os atletas do que foram submetidos a alegações de terceiros de classificação imprópria.

– “Embora os atletas em questão nunca tenham sido nomeados publicamente, eles sabem muito bem que as alegações estão sendo direcionadas a eles. Tais alegações repetidas e infundadas, estão causando stresse e tensão excessivos para esses atletas”.

 

 

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