Político brasileiro reconhece subornos na atribuição dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro

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Sérgio Cabral, antigo governador do Rio de Janeiro, reconheceu ontem perante a justiça brasileira que foram feitos subornos a Lamine Diack, antigo presidente da IAAF para obtenção da organização dos Jogos Olímpicos.

Cabral, atualmente preso por diferentes casos de corrupção, fez novas revelações perante o juiz Marcelo Bretas. Ele citou Lamine Diack, corrompido para obter votos em 2009, contra a entrega de dois milhões de dólares. Diack terá prometido primeiro, seis votos que valeram 1,5 milhões de dólares, tendo recebido depois mais 500 mil dólares por mais alguns votos.

Lamine Diack está também no centro de um inquérito na França, devido a suspeitas de Tsunekazu Takeda, presidente do Comité Olímpico japonês e chefe dos Jogos Olímpicos de Tóquio, estar envolvido em corrupção ativa para obtenção dos Jogos Olímpicos de 2020.

Alexander Popov e Sergey Bubka foram outros nomes dados por Cabral ao juiz. Popov era membro do Comité Olímpico Internacional e Bubka, atual vice presidente da IAAF e presidente do Comité Olímpico Ucraniano. Segundo Cabral, ambos venceram os seus votos.

Cabral, aconselhado pelos seus advogados que esperam obter uma redução da sua pena, acusou também Carlos Nuzman, então presidente do Comité Olímpico do Brasil de estar ao corrente destes subornos. Atualmente perseguido pela justiça brasileira por estes atos de corrupção, Nuzman tem refutado estas acusações.

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