Porque é a vitamina D vital para os atletas? Veja como ela interfere no seu desempenho

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Porque é que os desportistas têm um interesse tão grande na suplementação da vitamina D?

O interesse pela vitamina D aumentou consideravelmente também para os atletas. Muitos deles fazem uso de suplementos diários de vitamina D, por vezes sem orientação médica. A razão para esse interesse é, em parte, não só atribuída à descoberta de que há recetores de vitamina D em muitos tecidos, sugerindo um papel mais global para a vitamina D do que se considerava anteriormente. Ao contrário das outras vitaminas que são obtidas através da dieta, a vitamina D é única, pois a síntese endógena após a exposição aos raios ultravioletas (UVB) é a via predominante de entrada no sangue.

Além disso, a vitamina D pode ser classificada como um pré-hormónio, uma vez que a sua estrutura é semelhante à de um hormónio esteróide, e a sua produção é derivada de um precursor de colesterol na pele. A classificação do estado da vitamina D está atualmente sujeita a um debate considerável, com muitos autores que se opõem às recomendações atuais. Independentemente da concentração ideal sugerida, há evidências crescentes que sugerem que muitos atletas são, de facto, deficientes em vitamina D, especialmente nos meses de inverno, em grande parte como consequência da exposição inadequada ao sol, combinada com práticas alimentares precárias.

Como a vitamina D pode interferir na performance?

Diversos estudos mostram que a deficiência da vitamina D prejudica a função muscular, a capacidade regenerativa muscular, a função imunológica, a saúde óssea e até mesmo a função cardiovascular. Foram todas associadas a baixa vitamina D em atletas. Estudos recentes sugerem que a vitamina D mantém o desempenho físico em atletas e outras populações ativas. Por exemplo, o consumo máximo de oxigénio (VO2) pode estar relacionado com o estado da vitamina D.

Baixos níveis de vitamina D podem afetar a força muscular e pode prejudicar a síntese proteica através da diminuição da ativação do recetor de vitamina D no tecido muscular. A vitamina D pode proteger contra lesões por uso excessivo, como fratura de stresse, através do seu papel bem documentado no metabolismo do cálcio.

Destacam-se os dados recentemente publicados sobre o estado da vitamina D dos atletas e o efeito da suplementação dela na força muscular e desempenho na população atlética. O receptor de vitamina D existe no músculo esquelético e a fraqueza muscular tem sido observada em indivíduos com níveis menores do que <20 ng/mL. Os estudos experimentais revelam mecanismos celulares e genómicos que implicam vitamina D na força e função da massa muscular.

Os atletas parecem ter o mesmo risco de deficiência da vitamina D e variação sazonal que a população em geral. As intervenções com suplementos de vitamina D tiveram resultados positivos na função muscular observada apenas em participantes com insuficiência <30 ng/mL.

De facto, se analisarmos as evidências das ações de vitamina D no músculo com base em estudos recentes, há uma profunda ligação entre a deficiência de vitamina D com a fraqueza muscular e a sarcopenia. Os efeitos da vitamina D na função metabólica muscular ocorre, especificamente, na sensibilidade à insulina. A insulina é um hormónio anabólico extremamente importante para a manutenção da massa muscular.

Fatores relacionados com a deficiência de Vitamina D

Baixa exposição ao sol ou uso de filtro solar; síndromes de má-absorção (celíacos, obesidade, SII, Crohn, fibrose cística); envelhecimento (diminuição da capacidade de metabolização na pele e hidroxilação da vitamina D no rim); uso de medicamentos que aumentam catabolismos (corticóides, antifúngicos e anticonvulsivante) ou alteram absorção intestinal.

Principais efeitos da Vitamina D:

Aumenta a absorção de cálcio no intestino e nos rins, favorecendo a formação óssea e modulando o PTH; favorece a massa muscular e reduz a queda nos idosos; potente anti-proliferativo e imunomodulador sendo suportada a sua suplementação na psoríase, artrite reumatóide, lúpus entre outras doenças autoimunes; a sua deficiência nas grávidas aumenta o risco de autismo; melhora a resistência à insulina no diabetes tipo 2.

Quais são os níveis:

  • <20ng/ml significam deficiência;
  • Níveis <30 ng/ml significam insuficiência
  • Níveis ideais para atletas é de 30 a 60 ng/ml;
  • Níveis >100 ng/ml significam risco de intoxicação e risco de hipercalcemia (quando a quantidade de cálcio no sangue é maior do que o normal).

Quem deve dosear sempre a Vitamina D?

Obesos, grávidas e lactentes; idosos com história de fraturas ou quedas; em casos de: osteoporose, raquitismo, osteomalácia ou dores ósseas; insuficiência renal ou hepática; portadores de doenças autoimunes; hipocalcemia (baixo cálcio) ou hipofosfatemia (baixo fósforo); doenças inflamatórias intestinais, hiperparatireoidismo ou usuários de medicamentos que interferem na metabolização da vitamina D.

Importa lembrar que a suplementação com a Vitamina D deve ser feita com acompanhamento médico. Não faça automedicação, A vitamina D é um pré-hormónio e as suas doses podem variar de 400 a 50.000UI. Procure o seu médico para avaliar a necessidade ou não da reposição sendo necessário acompanhamento periódico pelo endocrinologista.

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