Porque se morre a correr? Como evitar?

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De vez em quando, somos confrontados com a morte de um corredor em plena corrida. Um dos últimos casos conhecidos verificou-se na meia maratona de Buenos Aires com a morte de um corredor de 55 anos devido a paragem cárdio-respiratória. Muitas vezes, estas situações acontecem por falta de acompanhamento médico e por se ultrapassar os limites do corpo.

Muitos questionam-se porque é que acontecem estas situações dramáticas. Podem-se evitar? Os corredores preparam-se de forma errada? Afinal, o que fazer?

Os casos de infarto no miocárdio, também conhecido como ataque cardíaco, são encontrados mais em homens, apesar de terem aumentado muito nas mulheres. O órgão necessita de sangue arterial, rico em oxigénio e o infarto é a morte dos músculos do coração, ocasionado pela insuficiência de circulação sanguínea.

Os novos corredores devem antes de praticar qualquer atividade física, realizar um conjunto de exames. Os mais comuns são o hemograma, o check-up completo, e o teste de esforço físico, que permite detetar a presença de doenças arteriais, algum problema cárdio-respiratório ou alterações do ritmo cardíaco desenvolvidas pelo esforço. A pessoa deve-se prevenir e ficar atenta aos fatores de risco (saiba como no infográfico abaixo).

morte na corrida 1

Será bom ter a ajuda de alguém da área do atletismo para orientar e aconselhar na corrida. Há que ter em atenção a parte física e a alimentação do corredor. Pode ainda ser conveniente uma ida ao ortopedista porque alguns problemas podem ser detetados através dos formigueiros que o corredor sente devido à má postura ou anormalidades na coluna.

Não adianta ser corredor apenas de fim de semana. A atividade física tem que ser regular, repetitiva. Se não treinar várias vezes, o organismo não se habitua e fica sobrecarregado. Não esquecendo que a dieta deve ser saudável, com pouca gordura e rica em vitaminas.

Entender os limites do organismo

morte na corrida 2Entender os limites do organismo é fundamental! Se no dia em que estiver treinando ou competindo, o corredor começar a sentir dores no peito, palpitações, enjoo e falta de ar, ele deve parar imediatamente e não insistir porque há algo de errado. O que a maioria também faz, e não deveria, é interromper a corrida de maneira brusca. Como o corredor acelera nos metros finais, esquece-se de diminuir a velocidade aos poucos. O correto seria continuar a correr devagar até parar totalmente.

Não é possível modificar algumas causas do infarto, como a genética, mas outros fatores podem ser evitados. Por muitas vezes, o incidente acontece com pessoas que nunca sentiram nada. Noites mal dormidas, alimentação inadequada, altas doses de álcool, falta de condição física e mudança de temperatura são prejudiciais. Todo o excesso faz mal. Por isso, deve-se ter sempre em atenção aos sinais que o corpo dá.

Enquanto o socorro não chega, devem ser tomadas algumas precauções: evitar que a pessoa faça qualquer tipo de esforço físico, afrouxar as roupas e não oferecer bebidas ou calmantes em nenhuma hipótese

Caso o corredor tenha um ataque cardíaco, ele deve ser levado ao hospital ou ser socorrido imediatamente. Enquanto o socorro não chega, devem ser tomadas algumas precauções: evitar que a pessoa faça qualquer tipo de esforço físico, afrouxar as roupas e não oferecer bebidas ou calmantes em nenhuma hipótese.

Depois de tantas informações e de casos de morte na corrida, só se prejudica quem quiser. Seguindo as orientações dos médicos e dos especialistas do desporto, o corredor pode praticar a corrida de forma consciente e tranquila.

Curiosidade

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Estátua de Filípides em Atenas
Filípides não era um atleta mas a maratona foi criada em sua homenagem. A lenda diz que em 490 a.C., o soldado correu entre Maratona, cidade grega, e Atenas, uma distância de 42 km, para comunicar uma vitória militar. Logo após dizer “vencemos”,  caiu morto, mas com a missão cumprida. A lenda deu o nome à prova do atletismo e a tragédia do protagonista ainda se repete. A maratona integrou o programa dos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, em 1896, em Atenas.

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