Portugal regressa ao Mundial de Meia-Maratona

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Ausente nas cinco edições anteriores (desde 2010) e com apenas duas presenças nas 12 últimas (desde 2003) – só correram Dulce Félix em 2008 e Anália Rosa em 2009 -, Portugal regressa este sábado ao Campeonato do Mundo de Meia-Maratona, cuja 24ª edição se realizará na manhã de sábado (10 h – prova feminina; 11.30 h – masculina) em Gdynia, na Polónia.

Na primeira competição internacional desde o Europeu de corta-mato, em dezembro passado, estarão seis atletas nacionais, entre os cerca de 250 que se preveem. É no setor feminino que Portugal tem história neste Mundial. Conceição Ferreira foi a vencedora da segunda edição, em 1993, e a equipa nacional foi terceira coletivamente. Destaque ainda para o 4º lugar de Albertina Dias no ano seguinte e para o 5º posto de Eduardo Henriques em 1999, depois dos 8º e 7º lugares de Luís Jesus nos dois anos anteriores.  

Presentemente, as aspirações nacionais são bem mais limitadas em pelotões dominados por completo pelos atletas africanos.

Este ano, Portugal estará representado por duas atletas credenciadas mas já na fase descendente da carreira. Sara Moreira (Sporting), que completará 35 anos no dia da prova, foi campeã europeia de meia-maratona em 2016. Jéssica Augusto (Sporting), a menos de um mês de chegar aos 39 anos, foi terceira nessa prova, bem como no Europeu da maratona em 2014. Com lesões prolongadas no último inverno e há muito sem competirem em longas distâncias (Sara correu 3000 m em pista este verão), é uma incógnita o seu momento de forma mas espera-se que possam lutar com as melhores europeias. Já no setor masculino Portugal apresentará quatro atletas – os quatro primeiros do Nacional de Estrada de janeiro último -, podendo pois formar equipa (mínimo: três atletas). Os recordes pessoais serão objetivos difíceis de atingir dada a falta de competições nos últimos meses: Rui Pinto (Benfica) tem 1.02.56, Samuel Barata (Benfica) 1.02.59, Nuno Lopes (individual) 1.04.30 (todos eles em Barcelona’2019) e Luís Saraiva (SC Braga) 1.04.46, este em Ovar’2019.

Na corrida feminina, estarão as duas recordistas mundiais da distância: a etíope Ababel Yeshaneh, com 1.04.31, em prova mista em Ras Al Khaimah, em fevereiro último; e a queniana Peres Jepchirchir, com 1.05.34 em corrida apenas feminina, em Praga, em setembro passado. Esta foi campeã mundial em 2016 (e ganhou a “Meia” de Lisboa de 2019). Estarão ainda presentes, as duas primeiras do Mundial de 2018, a etíope Netsanet Kebede e a queniana Joyciline Jepkosgei.

No setor masculino, ausente o campeão das três últimas edições (2014 a 2018), o queniano Geoffrey Kamworor, o favoritismo vai para o estreante ugandês Joshua Cheptegei, que acaba de bater os recordes mundiais dos 5000 e 10000 metros. Mas atenção ao seu compatriota Jacob Kiplimo, ainda com apenas 19 anos mas já vice-campeão mundial de corta-mato.

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