Positivo e negativo do Nacional de Corta-Mato

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Realizado em Lisboa, no passado domingo, o Campeonato de Portugal de Corta-Mato teve vários pontos positivos e negativos que a seguir comentamos, em jeito de rescaldo.

POSITIVO

+ DULCE FÉLIX: Ao ganhar pela sétima vez o título feminino (só falta um para alcançar Rosa Mota!), a atleta do Benfica tornou-se a mais velha campeã de sempre, com 36 anos, mais um que Jéssica Augusto, quando foi campeã em 2017, e mais três que Fernanda Ribeiro, aquando do seu derradeiro título, em 2003. Já agora, outra curiosidade: Rosa Mota, campeã com 16 anos, foi a mais jovem de sempre. No setor masculino, os campeões mais velhos foram Eduardo Henriques e Domingos Castro, ambos com 39 anos.

+ RUI TEIXEIRA: Manteve o título conquistado no ano passado e por boa margem, confirmando-se como verdadeiro especialista de corta-mato (fora já 2º em 2012 e 3º em 2007 e 2016), especialidade a que verdadeiramente se dedica. Na pista, recorde-se, tem apenas como recordes pessoais 14.16,37 e 29.38,51 (em 2006).

+ LICÍNIO PIMENTEL: Aos 42 anos (quase), é um caso notável de regularidade a alto nível, sendo vice-campeão pela terceira vez e ocupando o top’10 pelo 14º ano consecutivo, sendo nove dessas presenças no top’5! Desde 2006 foi, sucessivamente, 10º-4º-8º-4º-4º-5º-4º-7º-5º-2º-6º-2º-9º-2º.

+ MIGUEL MARQUES: Com apenas 24 anos, foi a agradável exceção num lote da frente envelhecido: entre os seis primeiros, três atletas com 36 anos ou mais e cinco acima dos 32. Terceiro classificado, Miguel Marques fora campeão nacional júnior (pelo Benfica…) em 2013 e campeão nacional sub’23 (já pelo Sporting) em 2017. Tem progredido bem e será candidato ao título máximo em 2020.

+ NEIDE DIAS: Especialista de 800 e 1500 m, a benfiquista foi a surpresa positiva na principal corrida feminina, ao classificar-se em 5º lugar.

+ SPORTING: Conseguiu os dois principais títulos coletivos (e ainda os de juniores masculinos e juvenis femininos) e ocupou cinco dos seis lugares dos dois pódios principais. Embora com equipas já algo envelhecidas (Miguel Marques, Salomé Rocha e Catarina Ribeiro são quase exceções), conseguiu uma superioridade na especialidade que há muito não se via.

+ MAIA AC: Vice-campeã em seniores masculinos, sagrou-se campeã em juniores femininos e esteve em mais dois pódios coletivos (quatro ao todo, em seis provas). Excelente!

+ RD ÁGUEDA: Conseguiu o segundo lugar feminino pelo terceiro ano consecutivo, o que é relevante. Embora sem trabalho de formação…

NEGATIVO:

– RUI PINTO: Já duas vezes campeão (e mais cinco entre juvenil e sub’23), era o grande favorito, mas desistiu quando seguia no trio da frente e parecia o principal candidato. Já havia desistido em 2016.

– JÉSSICA AUGUSTO: Esteve sempre (ou quase) fora da luta pelos primeiros lugares e cedo cedeu, acabando por desistir, confirmando estar ainda longe do seu melhor.

– BENFICA: Sem apresentar equipas nas corridas principais, também esteve longe do habitual nos escalões jovens, limitando-se a ganhar a prova de juvenis masculinos. Uma grande diferença (para pior) face aos últimos anos.

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