O presidente da Agência Mundial Antidoping (WADA), Witold Banka, esteve três dias no Quénia, país que vai receber o Campeonato Mundial de 2029. No seu discurso de encerramento em Nairobi, Banka lembrou o país das suas responsabilidades. Ele afirmou que a agência antidoping queniana “não pode erradicar sozinha o flagelo do doping”.
O país tem de ser exemplar na luta contra o doping, se quiser fazer jus à sua reputação de superpotência global do atletismo, alertou Banka. “O Quénia é uma grande nação desportiva, repleta de grandes atletas, e todos os olhos estão voltados para vocês quando se trata de organizar grandes eventos desportivos. É uma grande honra para vocês, mas também uma grande responsabilidade, que os coloca sob pressão e impõe grandes exigências.”
“ A ADAK (Agência Antidoping do Quénia) não conseguirá erradicar sozinha o flagelo do doping se não cooperarmos com aqueles que têm o poder de combater esses canalhas que produzem, distribuem e organizam o tráfico de esteroides perigosos para os atletas”, afirmou Banka que prometeu realizar operações conjuntas com as autoridades quenianas, “adotando uma abordagem mais agressiva contra aqueles que estão a destruir a imagem, a reputação e os atletas do país”.
No último Campeonato Mundial disputado em Tóquio, o Quénia terminou em segundo lugar no Medalheiro, apenas atrás dos Estados Unidos, com 11 medalhas (7 de ouro, 2 de prata e 2 de bronze). Mas o atletismo queniano também tem enfrentado nos últimos anos, um aumento nos casos de doping, alguns envolvendo atletas de elite como Ruth Chepngetich e Albert Korir. Mais de cem atletas estão atualmente suspensos.

