Quem é Kamworor, queniano apadrinhado pelo recordista mundial Kipchoge

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O maratonista queniano Geoffrey Kamworor é um dos nomes mais promissores do atletismo mundial. Aos 26 anos, ele é apontado por Eliud Kipchoge, o atual recordista da maratona, como o seu sucessor. “Kamworor vai superar o que fiz neste desporto”, disse Kipchoge no início deste mês. Mas quais são os atributos que tornam Kamworor tão especial?

Apesar de jovem, Kamworor é exaltado pela versatilidade e eficiência em diversas distâncias, dos 5 mil metros na pista à maratona. Ao contrário de Mo Farah e Kipchoge, que começaram nas pistas e experimentaram depois as maratonas, o jovem queniano demonstra rapidez e resistência na estrada e pista.

Coleciona marcas importantes nos 5 mil e 10 mil metros (12.59,98 s e 26.52,65 s, respetivamente) e ainda é capaz de vencer uma maratona major, como aconteceu na Maratona de Nova York em 2017.

A corrida surgiu na sua vida de maneira despretensiosa, como uma forma de acelerar o caminho que fazia todos os dias. Kamworor, que cresceu numa fazenda conhecida pelo cultivo de milho, corria 5 km para ir e outros 5 km para voltar da escola onde estudava.

Mesmo vencendo todas as competições dos 800 aos 10 mil metros, a corrida era apenas um passatempo na sua vida. Os estudos eram a prioridade na sua vida.

“Eu era um bom aluno, um estudante esforçado. Depois do colégio, eu queria ser advogado. Pensei que seria a melhor profissão para mim”, lembra.

A preferência pela advocacia ficou pelo caminho quando Kamworor encontrou Patrick Sang, um famoso descobridor de talentos do Quénia. Sob a tutela de Sang, conhecido pela sua abordagem paternal com os atletas, o jovem ganhou autoconfiança e passou a treinar ao lado de atletas de ponta do país, como Kipchoge.

“Eu sabia que Eliud era um grande atleta, mas o que eu realmente aprendi com ele é o valor do trabalho duro e da disciplina. Ele encoraja-me muito e tornou-se um grande amigo”, afirma.

Ao lado de Kipchoge, Kamworor treina duas vezes por dia quando está no interior do Quénia, na pista de terra batida de Eldoret, a 2.500 metros de altitude. O jovem maratonista faz treinos de séries às terças-feiras e, nos outros dias, aposta em corridas longas, percorrendo até 40 km por sessão.

Com um repertório completo (velocidade, resistência e força mental), Kamworor parece caminhar a passos largos para ser um dos principais maratonistas da próxima década. Vontade para isso não lhe falta.

“Eu gostaria de ganhar o maior número possível de títulos mundiais, olímpicos e em grandes maratonas. Correr é a minha paixão, o meu escritório. Não posso viver sem essa atividade.”

 

 

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