Salomé Rocha melhora em Londres e já é a terceira maratonista nacional de sempre

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Salomé Rocha foi a melhor das três maratonistas portuguesas que este domingo competiram no estrangeiro, ao conseguir um excelente recorde pessoal de 2.24.17 em Londres (8º lugar). Catarina Ribeiro foi terceira em Pádua, com 2.30.52, e Jéssica Augusto desistiu em Hamburgo, onde Rui Pinto foi 34º com 2.19.09 (recorde pessoal) e Nuno Lopes desistiu.

Ao ser oitava na Maratona de Londres com 2h 24m 47s, Salomé Rocha subiu ao terceiro lugar no ranking nacional de sempre, apenas atrás da recordista Rosa Mota (2.23.29 em 1985) e de Jéssica Augusto (2.24.25 em 2014) e já à frente (por escassos dois segundos) de Sara Moreira (2.24.49 em 2015). A atleta sportinguista fez uma prova com grande regularidade, com seis léguas entre 17m 03s e 17m 09s, só “falhando” dos 20 para os 25 km (16.57) e dos 30 para os 35 km (17.34). Passou à meia-maratona em 1.12.10 (estava em 12º lugar) e fez a segunda metade em 1.12.37. Em princípio, Salomé Rocha estará na maratona do Mundial de Doha, este ano, e será certamente uma das maratonistas portuguesas nos Jogos de Tóquio’2020.

A Maratona de Londres foi ganha pela queniana Brigid Kosgei, que juntou esta vitória à de Chicago’2018, agora com um recorde pessoal de 2.18.20, desforrando-se (por largos 1m 54s) da derrota que Vivian Cheruiyot lhe impusera em Londres há um ano.

Salomé Rocha foi a primeira europeia, seguida da britânica Charlotte Purdue, que gastou 2.25.38 e foi 10ª.

A prova masculina foi ganha (pela 4ª vez!) pelo queniano Eliud Kipchoge, com 2h 02m 37s, a segunda marca mundial de sempre, apenas superada pelo seu recorde mundial de 2.01.39, em Berlim’2018. Ele ganhou 11 das 12 maratonas que correu! Foi seguido pelos etíopes Mosinet Geremew (2.02.55 – 3ª marca mundial de sempre) e Mule Wasihun (1.03.16). O britânico Mo Farah foi quinto, com 2.05.39.

Catarina Ribeiro subiu ao pódio na Maratona de Pádua (Itália), mas terá ficado um pouco aquém do seu objetivo, ao gastar 2h 30m 52s, aquém do seu recorde pessoal de 2.30.10, conseguido na estreia, no Porto, em 2016. Passou à meia-maratona em 1.14.08, gastando 1.16.44 na segunda metade. A prova foi ganha pela etíope Ayantu Abera Demisse, com 2.29.30, seguida da burundi Elvanie Nimbona, com 2.30.28. A quarta ficou a sete minutos de Catarina Ribeiro. O vencedor masculino foi o italiano Samuel Lomoi, com 2.12.20.

Em Hamburgo, Jéssica Augusto passou à meia-maratona em 1.13.07, em 5º lugar, mas acabaria por desistir depois dos 25 km. Triunfou a queniana Dibabe Kamu, em 2.24.42, e a primeira não-africana foi a sueca Hanna Lindohlm, com 2.29.35. O etíope Tadu Abate foi o vencedor masculino, com 2.08.26, à frente de cinco outros atletas africanos. Rui Pinto foi 34º, com 2.19.09, melhorando o seu recorde pessoal de 2.20.42, em Valência’2016. Gastou 1.07.40+1.11.29 por cada meia-maratona, cedendo na parte final da prova. Nuno Lopes, que o acompanhou até depois dos 30 km, desistiu a seguir aos 35 km.

A Maratona de Madrid, antecipada em um dia devido às eleições gerais em Espanha, foi ganha pelo queniano Reuben Kerio (2.08.18) e pela etíope Shasho Insermu (2.26.23) e teve 8.102 concorrentes classificados. Chegaram cerca de centena e meia de portugueses mas todos eles “corredores de pelotão”.

Entretanto, Dulce Félix foi 8ª na Meia-Maratona de Gifu, no Japão, com 1h 14m 14s, bem longe do seu melhor de 1.08.33 em Lisboa’2011 (mas este não era um objetivo específico). Triunfou a queniana Ruth Chepng’etich, com 1.06.06 e nos sete primeiros lugares ficaram seis africanas e uma japonesa, 6ª classificada.

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