Sara, Jéssica, Dulce e Salomé na «Meia» de Portugal

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  • Maratona de Lisboa tenta melhoria de tempos

Este domingo terá uma animação especial na zona ribeirinha de Lisboa. Entre Cascais e o Terreiro do Paço (8 h) decorrerá a 6ª edição da Maratona de Lisboa. Entre a Ponte Vasco da Gama e o Terreiro do Paço (10.30 h), a Meia-Maratona de Portugal, na sua 19ª edição. Juntamente, realizar-se-á, como habitualmente, uma meia-maratona em cadeira de rodas, denominada (porquê em inglês?…) Wheelchair Racing, e, entre a Ponte Vasco da Gama e o Parque das Nações, uma mini-maratona de 8,5 km.

Na maratona, entre Cascais e o Terreiro do Paço, em 6ª edição, estarão em causa os recordes da competição, pertença de Samuel Ndungu, com 2.08.21 em 2014, e Sarah Chepchirchir, com 2.24.13 em 2016. No setor masculino serão 10 os atletas africanos presentes com recordes pessoais abaixo das 2h09m, embora vários deles os tenham conseguido há já alguns anos, como é o caso do recordista do percurso, que tem como melhor 2.07.04 em 2012 e foi apenas 11º na Meia-Maratona do Porto, em setembro passado. Também Alfred Kering, 38 anos, vencedor em 2016 (2.10.27), tem como melhor 2.07.11 em 2010. E Birhanu Gebru conseguiu 2.05.49 em 2014 e 2.07.26 em 2015. E Eric Ndiema é recordista júnior do Quénia com 2.06.07 mas em 2011 (tem depois 2.07.00 em 2014).

Candidato a nova vitória é Ishmael Bushendish Chemtam, vencedor em 2017 (2.10.51), que tem como melhor 2.08.20 em 2016 e já este ano foi segundo em Viena com 2.10.03. Mas terá no eritreu Yohanes Gebregergish (2.08.14 em 2017) adversário de peso. E atenção à estreia do etíope Birhan Nebelew, vencedor da meia-maratona há um ano (62.02) e 10º na “Meia” da Ponte 25 Abril deste ano, com 62.02.

No setor feminino é a etíope Guteni Shone quem detém o melhor tempo mas já em 2014 (2.23.32). Daí que o favoritismo recaia na queniana Monica Jepkoech, 3ª em Seoul, este ano, com 2.24.31. Duas etíopes com bons tempos em 2017: Tigist Manuye (2.27.39) e Muluhabt Tsega (2.28.08).

Os recordes desta meia-maratona pertencem a Wilson Kiprop (60.19 em 2013) e Mary Keitany (67.53 em 2011).

O panorama nacional é bastante fraco e resume-se, em termos de primeiras figuras, a Hermano Ferreira e à veterana (41 anos) Rosa Madureira. Hermano, atleta do Benfica, fará a sua 14ª maratona (mas só concluiu cinco) e tentará bater o recorde pessoal de 2.13.28, em Turim’2011. A sua última maratona completa foi em Viena’2016, onde gastou 2.15.48. Já Rosa Madureira, do FC Penafiel, tentará ser a melhor portuguesa pela quarta vez nesta maratona, depois de o ter sido em 2014 (6ª na geral), 2015 (4ª) e 2016 (5ª). Tem como melhor 2.43.40 no Porto’2016.

Em termos de participantes, esta maratona atingiu o máximo em 2017, com 4673, dos quais 1713 portugueses e 2960 estrangeiros, ficando então muito perto dos 4746 classificados na Maratona do Porto’2016, recorde. Mas, este ano, segundo dados da organização, o número de inscritos terá ficado aquém (4000).

Tadese e Chelimo figuras da “Meia”

A meia-maratona terá nomes mais sonantes, entre estrangeiros e portugueses. As principais figuras serão o recordista mundial Zerzenay Tadese (58.23 na “Meia” de Lisboa de 2010) e a campeã mundial da maratona em 2017, Rose Chelimo.

Tadese, que foi 6º este ano na “Meia” de Lisboa, com 60.29, correu há menos de um mês a maratona de Berlim, sendo 5º com 2.08.46, pelo que não deverá correr para ganhar. O marroquino Mustapha el Aziz é quem detém o melhor tempo: 59.29 em Valência’2016, havendo ainda que contar com o etíope AbdiwakTura, com 2.04.44 na maratona do Dubai este ano, e os quenianos Japhet Korir (60.09 em 2018) e Amanuel Mesel (60.10 em 2013 e 60.58 este ano).

No setor feminino, Rose Chelimo, ex-queniana agora do Bahrain (as tais “estranhas” naturalizações que a IAAF tenta travar…), tem como melhor 68.08 em 2016 (e fez 70.07 há duas semanas, em Glasgow). Terá como principal adversária a israelita (ex-queniana…) Lonah Chemtai Salpeter, campeã europeia de 10000 m, com 68.58 como melhor na meia-maratona.

Portugal teria várias atletas em condições de lutar pela vitória mas é bem mais natural que elas façam da prova um treino rápido, já que estão longe das melhores condições, ainda em fase de preparação depois de ausências mais ou menos prolongadas. É o caso de Sara Moreira, Jéssica Augusto e Dulce Félix. Quanto a Salomé Rocha, vem da Maratona de Berlim, há quatro semanas, onde bateu o recorde pessoal.

Face aos números avançados pela organização (8500 inscritos), o recorde de atletas classificados (7320 há um ano) pode ser ultrapassado.

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