Sebastian Coe declarou à AFP que ficou “encantado” com a decisão do Comité Olímpico Internacional (COI) em restabelecer os testes genéticos para determinação do sexo. Já reintroduzidos pela World Athletics seis meses antes, estes testes impedirão a participação de atletas transgénero e de atletas intersexuais nos JO de Los Angeles de 2028.
“Estou muito satisfeito que a nova presidente, Kirsty (Coventry), se tenha esforçado ao máximo nos seus primeiros meses no cargo para proteger a categoria feminina”,… Kirsty, mais do que qualquer outra pessoa, é alguém que protegerá o desporto feminino. Portanto, apoiamos 100% esta posição dentro da World Athletics”.
Com esta decisão, o COI reverteu as suas regras de 2021, que permitiam que cada federação desportiva internacional definisse a sua própria política. Desde 2018, os regulamentos da World Athletics já exigiam que as atletas com diferenças no desenvolvimento sexual (DSD) tivessem de reduzir os seus níveis de testosterona, através de um tratamento hormonal para poderem participar em competições internacionais na categoria feminina.
O COI já havia utilizado testes cromossómicos para determinar a feminilidade entre 1968 e os JO de Atlanta de 1996, antes de abandoná-los em 1999 sob pressão da comunidade científica, que questionava a sua relevância, e da sua própria Comissão de Atletas.

