Seleções seniores muito desfalcadas para o Europeu de Corta-Mato

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Portugal apresentar-se-á com umas seleções seniores muito desfalcadas no Campeonato da Europa de corta-mato que dentro de uma semana se realizará em Lisboa (Parque da Bela Vista), estando as aspirações portuguesas centradas nas corridas juniores. Dos 10 atletas seniores selecionados ou pré-selecionados (sete do setor feminino, três do masculino), apenas Dulce Félix e Salomé Rocha estão confirmadas e Rui Teixeira é hipótese. Marta Pen, prevista para a estafeta, não tem competido; Sara Moreira tem estado lesionada, só agora devendo recomeçar os treinos; Catarina Ribeiro, Inês Monteiro e Samuel Barata estarão este domingo na Maratona de Valência, onde Jéssica Augusto chegou a prever correr mas desistiu entretanto; e Rui Pinto também não tem prevista a presença no Europeu.

Em relação à estafeta mista de 4×1,5 km, tudo leva a crer que os primeiros no Cross de Amora do passado domingo venham a ser escolhidos: Paulo Rosário e Luís Monteiro; Salomé Afonso e Patrícia Silva.

Mais complicada a seleção das equipas seniores que, tal como as de sub’23 e juniores, muito dependerão das provas a realizar este domingo no Parque da Bela Vista, no percurso do Europeu, e para as quais estão inscritos muito poucos primeiros planos. Dos seis primeiros do Nacional de Corta-Mato do ano passado, apenas está Miguel Marques (então 3º), vencedor do Cross de Torres Vedras. Hugo Almeida e Fernando Serrão, que completaram o pódio, estão igualmente inscritos para este domingo, tendo boas hipóteses de serem selecionados. André Pereira e Luís Saraiva são outros candidatos entre os apenas 22 inscritos.

No setor feminino, apenas cinco atletas (!) estão inscritas para a prova de domingo e nenhuma delas se classificou no top’10 do último Nacional. Susana Francisco (12ª no Nacional) é o principal nome.

As perspetivas são mais agradáveis nos escalões jovens, em especial nos juniores. Mariana Machado, que este domingo correrá a prova de seniores do Cross da Constituição, em Alcobendas, um dos principais corta-matos espanhóis, será uma das favoritas na prova de juniores do Europeu. Etson Barros, que no domingo estará no percurso do Europeu, é candidato a uma medalha na prova de juniores, dentro de duas semanas. Em termos coletivos, espera-se uma presença razoável tanto em sub’23 como em juniores. Há um ano, as quatro formações ficaram na segunda metade das classificações.

4 Comentários

  1. A FPA está a colher agora o que semeou ao longo dos últimos anos!
    Quem deveria dar a cara, não é o DTN ( José Santos) e explicar como é que Portugal preparou a competição…

  2. Na minha opinião isto é o seguimento de um procedente aberto há muitos anos.
    Alguns atletas estão é mais interessados em si próprios do que representar a nação e, muitos destes atletas, até são subsidiados.
    As regras tem que mudar e assumir-se uma obrigação de os atletas representarem o país em todas as competições pelas quais são selecionados. Não representam logo os subsidios são cortados.
    Pode-se agora dizer que existem várias formas de o atleta contornar isto. É verdade que existe mas, nada impede, que se combate isso.
    Para combater é fácil. Se o atletas disser que está lesionado, os médicos da Federação estão lá para confirmar ou não a verecidade. Caso seja falso e o atleta se negue a representar a seleção, sempre pode haver um castigo de alguns dias ou meses de proibição de correr.

  3. Sr Fernando Alvega, permita-me por favor, que o questione sobre o seguinte:

    Que equipas levou a FPA aos campeonatos da europa de crosse ( últimas 3 a 4 edições) ?
    Se um atleta português ganhar uma medalha, que retorno financeiro terá? ( está no site da fpatletismo, a resposta)

    Acrescento que a FPA selecionou e pré selecionou muitos atletas, com isso afastou os restantes da sua preparação!! O DTN é que deveria dar respostas.

    • É simples meu amigo. A Federação não levou equipas completas porque os atletas tal como agora olharam para o seu umbigo e não para o país.
      Quanto aos apoios financeiros, todos nós sabemos que os atletas o tem e não necessitam de ganhar qualquer medalha.
      Agora a pergunta que se pode colocar é se esse apoio financeiro é suficiente?
      Quanto ao seu último parágrafo, o meu amigo tem razão que a seleção selecionou e pré selecionou muitos atletas e foram estes mesmos que se afastaram.
      Agora devia de ser um orgulho representar a seleção e não tratá-la como o fazem.
      Pode ter a certeza que comigo mesmo que tivessem mínimos para os Jogos Olímpicos não iam.
      Cumprimentos

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