Sete lesões comuns nos pés de quem corre

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Quem corre, sabe a importância de manter a saúde dos pés em dia. Qualquer dor ou incómodo pode significar o abandono de um treino ou de uma prova importante. Manter os pés saudáveis garante uma corrida mais proveitosa e sem dores. Mas os cuidados devem começar antes mesmo de calçar os ténis.

Para evitar problemas, é preciso estar atento aos sapatos que usa no dia a dia, além de prestar atenção àqueles que escolhe para treinar. Evite qualquer sapato ou ténis que cause desconforto. No dia da prova, nada de estrear sapatos novos. O corredor não está acostumado aos sapatos novos e eles podem causar desconforto.

Outro ponto importante é a escolha das meias. Existem diversas opções no mercado, porém as mais indicadas são as próprias para a prática desportiva. Isto porque as meias comuns podem propiciar o aparecimento de bolhas pelo atrito com o sapato.

Cuidado com as lesões

Além desses cuidados iniciais, também é importante conhecer as lesões mais comuns entre os corredores e saber como evitá-las.

1. Pé de atleta

A infeção por fungos desenvolve-se em lugares que ficam húmidos por causa do suor, como, por exemplo, entre os dedos. O mais frequentemente é entrar em contato com o vírus em superfícies contaminadas, como no piso de vestuários. Por isso, não abra mão dos seus chinelos.

2. Bolhas

Apesar de não ser uma lesão grave, as bolhas podem ser muito dolorosas, além de prejudicar a corrida. Elas são formadas por uma camada de células mortas que protegem a região entre a epiderme e a derme. Para evitá-las, escolha as meias certas e não exagere nos treinos.

  1. 3. Unhas negras

As unhas precisam de estar bem cortadas para que não magoem os dedos dos seus pés. Faça o corte com um ângulo de 90°, sem curvas nas laterais. Isso evita que elas encravem com a pressão dos dedos contra o ténis.
Mas, quando treinar para corridas mais longas, precisa de ter cuidado com as unhas negras, conhecidas como hematoma subungueal. Elas surgem por causa da pressão dos dedos contra a parte dianteira do ténis de corrida, o que ocorre quando eles estão muito apertados. Essa fricção faz com que os vasos sanguíneos da região se rompam, formando a tal unha negra. Para evitar o problema, use ténis que não apertem a parte da frente dos seus pés.

4. Joanete

A deformidade, além de ser um problema estético, causa dores e limitações aos corredores. Isto porque o joanete sobrecarrega tendões e ligamentos, resultando em processos inflamatórios e dor. Para evitar a lesão, use ténis que não apertem os pés. Mas caso já esteja com o problema, procure um médico.

5. Calos

Os calos também são problemas constantes nos pés dos corredores. O seu aparecimento indica que há pontos de pressão entre o pé e o sapato utilizado. Por isso, identifique os ténis responsáveis pelo surgimento do incómodo e evite-os. Para tratar, é preciso consultar um dermatologista.

6. Dormência

Dormência ou sensação de formigueiro (sem relação com o tempo frio) nos dedos dos pés ou no pé inteiro, são queixas comuns de quem corre. Muitas vezes, a causa é o uso de ténis com os atacadores muito apertados. Como os seus pés incham durante a corrida, deve optar sempre por sapatos um pouco mais folgados para evitar o incómodo.

7. Fascite Plantar

Esse é um dos problemas mais comuns dos corredores. A fascite plantar é uma dor no calcanhar causada pela inflamação da fáscia plantar, estrutura de proteção dos músculos, com o poder de absorver os impactos e proteger os ossos dos pés. Ao caminhar ou correr, a planta do pé distribui o peso do corpo e absorve os impactos em vários pontos da fáscia, um deles no osso do calcanhar (calcâneo). As forças de tração ao longo desse apoio podem desencadear um processo inflamatório, fibrose ou degeneração dessas fibras faciais a partir do osso, daí a fascite.
Os seus sintomas são uma dor ao levantar-se ou depois de relaxar os músculos, dor na palpação debaixo dos pés e ao andar, e sola do pé mais rígida, retraída e sensível. Para tratar-se, é preciso procurar um médico. Mas pode evitar o problema fazendo aquecimento específico para o quadril, pernas e área dos pés, evitando ténis desgastados ou inadequados ao seu tipo de passada e apostando em exercícios de musculação para o equilíbrio das pernas (propriocepção).

 

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