A sprinter jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce compartilhou os motivos pelos quais a sua retirada da alta competição a deixou em estado de luto, enquanto continua a adaptar-se à sua nova realidade.
Ela sente que a sua retirada das pistas é semelhante à perda repentina de um ente querido, que precisa de tempo para o luto.
Fraser-Pryce encerrou a sua brilhante carreira de 18 anos no atletismo em setembro, quando conquistou a medalha de prata na estafeta 4×100 m no Campeonato Mundial de Tóquio.
Foi uma carreira que lhe rendeu muitas medalhas, incluindo cinco títulos mundiais nos 100 m e duas medalhas de ouro olímpicas na mesma distância, além de vários recordes. Depois de tanto tempo seguindo um programa rigoroso, o deixar a alta competição deixou marcas à atleta de 38 anos.
Fraser-Pryce diz que, embora a retirada seja agradável, um dos efeitos colaterais é a dificuldade em lidar com a sua nova realidade, por isso, ela decidiu passar pelo processo de luto.
“Neste momento, trata-se realmente de realinhamento e de me permitir relaxar”, disse Fraser-Pryce à rede indiana Sports Star.
“Já se passaram 18 anos. Algumas pessoas acham que eu tive teve uma ótima carreira e isso é ótimo. Mas é ainda algo que vim a fazer por muito tempo, 18 anos. Então, ainda terei de lidar com o luto durante este processo.”
“E acho que vivenciar o luto durante o processo não é algo mau. É perceber que não vou mais acordar às cinco da manhã. Não vou mais treinar todos os dias. A verdade é que isso era algo que eu amava”, acrescentou ela.
“Tal, não era algo que eu fazia apenas como hobby. Era uma rotina diária. Era parte de quem eu sou. Isso proporcionou-me diversas plataformas e permitiu-me atuar em diferentes espaços.”
Fraser-Pryce confirmou que tem dedicado o seu tempo aos seus negócios, bem como ao seu filho, que agora tem toda a sua atenção, depois de ter que lidar com a ausência da mãe durante anos enquanto ela viajava pelo mundo para competir.
