O etíope Muse Gizachew surpreendeu ao ultrapassar o queniano Jonathan Kipkoech nos 50 metros finais da S. Silvestre de S. Paulo vencendo em 44m28s com o queniano a quatro segundos. O brasileiro Fábio Jesus fechou o pódio a 38 segundos.
Em femininos, a tanzaniana Sisilia Panga foi a vencedora em 51m08s, interrompendo o reinado das quenianas. Nos lugares imediatos, ficaram a queniana Cynthia Chemweno a 23 segundos e a brasileira Núbia de Oliveira que repetiu a classificação de 2024 a 1m34s.
Resultados
Masculinos
1º Muse Gizachew (Etiópia) 44.28
2º Jonathan Kipkoech (Quénia) 44.32
3º Fábio Jesus Correia (Brasil) 45.06
4º William Kibor (Quénia) 45.28
5º Reuben Poghisho (Quénia) 45.4
Femininos
1ª Sisilia Ginoka Panga (Tanzânia) 51.08
2ª Cynthia Chemweno (Quénia) 52.31
3ª Núbia de Oliveira (Brasil) 52.42
4ªGladys Pucuhuaranga (Peru) 53.50
5ª Vivian Kiplagati (Quénia) 54.12
A primeira edição da prova foi em 1925 e só foi cancelada uma vez, em 2020, devido à pandemia do Covid-19.
A prova teve inicialmente apenas atletas brasileiros e estrangeiros que residiam no país. A partir de 1945, foi autorizada a participação de atletas vindos do exterior
Apenas 146 corredores estiveram na primeira edição, em 31 de dezembro de 1925. Neste ano, a prova teve 55 mil inscritos, 25.800 deles do sexo feminino.
Como a São Silvestre foi disputada somente por atletas brasileiros durante muito tempo, o Brasil regista 29 vitórias em masculinos. Mas nas 17 edições mais recentes, dez foram vencidas por quenianos e seis por etíopes. O último atleta brasileiro a vencer foi Marílson Gomes dos Santos, em 2010. Portugal tem quatro vitórias.
Em femininos, o Quénia lidera com 19 vitórias seguido de Portugal com sete, seis deles consecutivos por Rosa Mota na década de 1980. A atleta portuguesa detém ainda o maior número de vitórias da São Silvestre.

