Subida à Superliga europeia é complicada mas repetir 5º lugar é possível

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Com várias baixas – que poderão custar uma vintena de pontos -, a equipa nacional que no fim-de-semana participará na I Liga do Campeonato da Europa de Seleções, em Vaasa (Finlândia), dificilmente conseguirá o supremo objetivo de chegar à Superliga, onde já competiu em 2009 e 2011 (teria que ficar num dos três primeiros lugares). Mas repetir o 5º posto de 2013 e 2015 é mesmo assim possível, colocando Portugal como 17º país europeu no conjunto das quatro ligas e dos 45 países participantes.

Numa previsão teórica, baseada nos recordes pessoais e marcas da época de cada um dos participantes, Portugal ocuparia no final o 5º lugar. As três seleções escandinavas que desceram da Superliga são as principais candidatas aos três primeiros lugares e a nova subida. Com base no historial das últimas três participações, Portugal entra depois num lote de candidatos ao 4º lugar, juntamente com Bélgica, Irlanda, Turquia (que há três e cinco anos esteve na Superliga mas foi apenas 7ª em 2015) e Roménia.

Num último lote, das seleções que lutarão para evitar os dois últimos lugares (com descida à II Liga), estão Suíça, Estónia, Dinamarca e Bulgária.

Vejamos as classificações das 12 seleções concorrentes nas três últimas edições:

2015 2014 2013
Suécia 10º SL 9º SL
Finlândia 11º SL
Noruega 12º SL 12º SL
Bélgica
Portugal
Irlanda
Turquia 12º SL 9º SL
Suiça 1º IIL 11º
Roménia
Estónia 10º 10º
Dinamarca 1º IIL 5º IIL 5º IIL
Bulgária 2º IIL 3º IIL 12º

 

A nível individual, Diogo Ferreira (vara), Tsanko Arnaudov (peso), Marta Pen (1500 m), Patrícia Mamona (triplo) e Irina Rodrigues (disco) têm boas hipóteses de ganhar as suas provas, mas também Diogo Antunes (100 m), Emanuel Rolim (1500 m), Hélio Gomes (3000 m), Marcos Chuva (comprimento) e Cátia Azevedo (400 m) estarão na luta pelos lugares da frente. Mas provas há em que os portugueses andarão pelos últimos lugares, em especial no setor feminino.

Vânia Silva com 17ª presença e muitos estreantes

Esta será a 17ª presença de Vânia Silva no martelo desde 1999, ficando a uma só de igualar o recorde de Teresa Machado. Sílvia Cruz vai para a sua 14ª presença no dardo, desde 2001. Nelson Évora falhará aquela que seria a sua 11ª presença na competição.

No polo oposto, destaque para nada menos de 13 estreias: Samuel Barata (5000 m), Hélio Vaz (110 m barreiras), Diogo Mestre (400 m barreiras), Diogo Ferreira (vara) – depois de sete presenças consecutivas de Edi Maia -, Ricardo Jaquité (triplo) – depois de 10 presenças de Nelson Évora -, Francisco Belo (disco) – Jorge Grave esteve 9 vezes -, Mário Marques (dardo), Lorène Bazolo (100 m), Susana Godinho (3000 m), Daniela Cunha (5000 m), Joana Soares (3000 m obstáculos), Lecabela Quaresma (100 m barreiras e peso) e Cátia Pereira (vara). Também Diogo Antunes (100 m) e Emanuel Rolim (800 m) farão estas provas pela primeira vez, mas já estiveram nos 4×100 m e 1500 m há dois anos.

Alemanha favorita na Superliga

Entretanto, Lille (França) receberá a Superliga… sem a Rússia, campeã em 2015, suspensa pela IAAF. Competirão apenas 11 seleções, sendo a Alemanha, campeã em 2013 e 2014 e segunda em 2015, a favorita. Participarão ainda França (3ª em 2015), Polónia (4ª), Grã-Bretanha (5ª), Itália (6ª), Ucrânia (7ª), Espanha (8ª), Bielorrússia (9ª) e as três seleções que subiram na I Liga, Rep. Checa (1ª), Grécia (2ª) e Holanda (3ª).

A II Liga disputar-se-á em Telavive, com 12 seleções, e a III Liga em Malta, com nove seleções.

 

 

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