Tigst Assefa ficou muito perto do recorde mundial neste domingo na Maratona de Berlim. A etíope venceu em 2h11m04s, a terceira melhor marca da história, apesar de ter sofrido uma rutura completa do tendão de Aquiles, conforme informou o seu empresário, Gianni Demadonna, à Agência France-Presse (AFP).
Aos 40 quilómetros, a atleta de 29 anos, que liderava a prova, começou com esgares de dor e até a coxear. O diretor da prova, Mark Middle, especificou posteriormente que ela estava com problemas no tendão de Aquiles direito, sem dar mais pormenores.
“O tendão estava completamente necrosado nos últimos dois quilómetros“, disse mais tarde Demadonna à AFP.. Após a vitória, Assefa foi levada de avião particular para a Baviera, onde foi submetida a uma operação na segunda-feira, numa clínica especializada. “Ela começou a sentir dor depois dos 31 km. E depois aos cerca de 40 km, a dor piorou. Nos últimos dois quilómetros, o tendão perdeu todas as fibras e rompeu-se completamente na linha de meta. Ela não conseguia mexer-se mais”, explicou Gianni Demadonna.
Tendo já sofrido uma lesão no tendão de Aquiles há dez anos, Gianni Demadonna acrescentou que é admissível que Assefa fique afastada das pistas por sete meses, mencionando a possibilidade de um regresso na Maratona de Londres em abril de 2027. “Ela está chateada porque rompeu o tendão, mas já é uma grande conquista ter terminado a prova. Se olhar as imagens, verá que ela estava a correr só com uma perna”, comentou Gianni Demadonna.
