Três medalhas a abrir o Campeonato do Mediterrâneo

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Bem positiva a primeira jornada do Campeonato do Mediterrâneo sub’23, em Jesolo (Veneza), Itália, com uma medalha de ouro no comprimento (Evelise Veiga), uma de prata nos 100 m (Frederico Curvelo, com um excelente recorde pessoal) e uma de bronze nos 10.000 m marcha (Edna Barros).

Com 6,26 no 5º ensaio (v:-0,9 m/s), Evelise Veiga conseguiu a vitória no comprimento, conquistando a quinta medalha de ouro portuguesa nesta competição, depois das de Rui Pinto, Marta Pen e da seleção feminina de 4×400 m em 2014 e de Sónia Ferreira em 2016. Evelise ultrapassou a espanhola Fatima Diame, que tinha 6,15 no 4º ensaio.

A surpresa surgiu de Frederico Curvelo, que esteve em grande plano na eliminatória de 100 metros, ganhando com um recorde pessoal de 10,37 (v:+1,4), menos 17 centésimos que a sua marca anterior (10,54) e que o coloca como 14º de sempre. Na final, repetiu a marca (agora com vento a +1,1 m/s) e foi segundo, apenas derrotado pelo francês Amaury Golitin, que gastou 10,07 e bateu o recorde da competição. O terceiro ficou a 10 centésimos. Filho (e sobrinho) dos ex-recordistas nacionais de 400 m e atletas olímpicos Paulo e Pedro Curvelo, Frederico Curvelo tem a quem sair…

A completar o lote de medalhas, Edna Barros conseguiu a de bronze nos 10.000 m marcha, gastando 46.05,42, a cerca de 10 segundos do seu melhor. Triunfou a espanhola Lidia Sanchez, em 45.13,73, e as outras portuguesas foram 8ª (Laura Leal, com 49.08,82) e Carolina Costa (9ª com 51.19,63), entre as 13 concorrentes.

Ainda neste primeiro dia, Ivo Tavares foi 7º no comprimento, com 7,62 (v:+0,5), a cinco centímetros do seu recorde pessoal; Décio Andrade foi 5º no martelo com 62,62, num dos seus apenas dois ensaios válidos; e Rosalina Santos foi a primeira não apurada para a final dos 100 m, ao conseguir 11,76 (v:+1,5), a três centésimos do seu melhor e a um apenas do apuramento, e, depois, foi a última das oito apuradas para a final de 200 m (a realizar este domingo), ao conseguir 24,25 (v:-1,4).

Uma referência para o escasso número de presenças nas provas: o máximo foram 13 nos 100 m e nos 10.000 m marcha; o mínimo, nas provas com portugueses, foram seis no martelo (M) e comprimento (F).

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