Três recordes do percurso na Maratona e Meia-Maratona de Lisboa

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Foi bem positivo o rescaldo, em termos de marcas top, das provas hoje organizadas pelo Maratona Clube de Portugal, as já tradicionais Maratona de Lisboa e Meia-Maratona da Ponte Vasco da Gama, como são mais conhecidas. Houve recordes do percurso no setor masculino da maratona e nos dois da meia. Parte negativa, a escassez de primeiros planos nacionais. Catarina Ribeiro foi honrosa exceção na “meia”. Rui Teixeira estreou-se na maratona mas com tempo (ainda) fraco.

Na maratona, o grande destaque vai para o etíope Andualem Shiferaw que bateu o recorde do percurso, com 2.06.00, também recorde pessoal e por largos 2m16s, embora haja que levar em linha de conta o vento que estava favorável, num percurso que excede o máximo permitido de distância em linha reta entre os pontos de partida e chegada, não permitindo a homologação de recordes. Mas a prova teve um muito bom nível, já que o segundo classificado, por sinal o anterior recordista do percurso, o queniano Samuel Ndungo, com 2.08.21 em 2014 (e que já fora segundo em 2018), gastou apenas mais um segundo que o vencedor (2.06.01). Fechou o pódio, outro queniano, Stephen Chemlany e houve nada menos de cinco atletas a menos de 2.07. Os africanos ocuparam os 10 primeiros lugares: cinco quenianos, quatro etíopes e um eritreu.

O melhor português foi o estreante Rui Teixeira, no 11º lugar, com 2.25.14, um tempo modesto mas que pode ser explicado pela não aplicação total do atleta do Sporting, que fez uma prova cautelosa e chegou aparentando grande à vontade. Fez 1.13.12+1.12.02 por cada meia-maratona. O segundo português, André Costa ficou bem longe: 14º com 2.32.09. E o terceiro, Henrique da Costa fez 2.34.14…

A prova feminina foi mais fraca, embora igualmente muito competitiva até à meta. Triunfou a etíope Sechale Dalasa, em 2.29.51, longe do seu melhor (2.26.27 em Shangai’2012), seguida da queniana Helen Jepkurgat, a seis segundos. A terceira já ficou bem acima das duas horas e meia (2.32.16). O recorde da prova pertence à queniana Sarah Chepchirchir, com 2.24.13 em 2016.

A melhor portuguesa foi Jéssica Pontes, 8ª com 2.51.41, com 19 segundos de vantagem sobre Rosa Madureira, que ganhara quatro das últimas cinco edições!

Classificações:

Masculinos:

  1. Andualem Shiferaw (ETI), 2:06.00
  2. Samuel Wanjiku (QUE), 2:06.01
  3. Stephen Chemlany (QUE), 2:06.22
  4. Barnabas Kiptum (QUE), 2:06.32
  5. Birhan Nebebew (ETI), 2:06.49
  6. Hosea Mayio (QUE), 2:08.55
  7. Brihanu Teshome (ETI), 2:09.28
  8. Oqbe Ruesom (ERI), 2.10.00
  9. Lemi Beyi (ETI) 2.10.06
  10. Richard Mengich (QUE) 2.11.08
  11. Rui Teixeira (Sporting), 2:25.14

Femininos:

  1. Sechale Dalasa (ETI), 2:29.51
  2. Helen Jpkurgat (QUE), 2.29.57
  3. Sule Utura (ETI), 2:32.16
  4. Kokob Tesfagaber (ERI), 2:33.17
  5. Truphena Chepchirchir (QUE), 2:33.46
  6. Doris Changweyo (QUE), 2:42.43
  7. Annemari Kiekara, 2:51.26
  8. Jessica Pontes (SC Braga), 2:51.41
  9. Rosa Madureira (Individual), 2:52.00
  10. Laura Serres (EUA) 3.02.50

Meias-maratonas bem rápidas

Excelentes as meias-maratonas, com dois recordes do percurso, sem ajuda do vento. No setor masculino, triunfou o queniano Titus Ekiru, com 1.00.12, menos um segundo que o marroquino Mustapha El Aziz no ano passado.

Hermano Ferreira foi, pela sexta vez (as anteriores entre 2004 e 1012), o melhor português, no 13º lugar, com 1.05.56.

Na prova feminina, triunfou Peres Jepchirchir, campeã mundial de meia-maratona em 2016, que gastou 1.06.54 e bateu o recorde de Yebrugal Arage (1.07.16) há um ano. A prova foi igualmente muito renhida, já que a segunda, a também queniana Vivian Kiplagat, ficou a um segundo.

Muito boa, a prova de Catarina Ribeiro, 7ª com 1.11.36 e com passagem aos 10 km em 33.48. Só em duas ocasiões, atletas portuguesas fizeram melhor: Dulce Félix com 1.10.44 em 2009 (foi 2ª) e Sara Moreira com 1.11.07 em 2014 (2ª). Susana Francisco foi 10ª, com agradáveis (para ela) 1.16.39.

Jéssica Augusto passou aos 10 km em 35.18 mas viria a desistir depois.

Classificações:

Masculinos:

  1. Titus Ekiru (QUE), 1.00.12
  2. Timothy Toroitich (UGA), 1:00.53
  3. Thomas Ayeko (UGA), 1:00.56
  4. Hailemariyam Kebedew (ETI), 1:01.08

5, Maxwell Rotich (UGA), 1:01.10

  1. Antenayehu Yisma (ETI), 1:01.28
  2. Ashenafi Moges (ETI), 1:02.28
  3. Ammanuel Mesel (ERI), 1:03.02

  1. Hermano Ferreira (AC Casaense), 1:05.56
  2. Bruno Batista (CN Rio Maior), 1:06.30
  3. Andralino Furtado (Sporting), 1:07.56

Femininos:

  1. Peres Jepchirchir (QUE), 1:06.54
  2. Vivian Kiplagat (QUE), 1:06.55
  3. Dorcas Kimeli (QUE), 1:07.44
  4. Yebrgual Arage (ETI), 1:09.02
  5. Asnakech Menghesa (ETI), 1:10.21
  6. Dimakatso Xaba (AFS), 1:10.26
  7. Catarina Ribeiro (Sporting), 1:11.36
  8. Silenat Hunegnaw (ETI), 1:12.08

  1. Susana Francisco (Sporting), 1:16.39

Número de concorrentes ainda aquém do recorde

Ainda não foi desta que se bateu o recorde de participantes, tanto na maratona como na “meia”, que vêm de 2017. Em 2018, houve uma grande quebra devida a um ciclone que obrigou mesmo a adaptações no percurso da “meia”, que não pode partir da Ponte Vasco da Gama. Assim, completaram a maratona, 4434 concorrentes, contra 4673 há dois anos. E fizeram a meia-maratona, 5964 concorrentes, contra 7320 em 2017.

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