«Tri» Kamworor e recordista Kebede no Mundial de Meia-Maratona em Valência

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O Mundial de Meia-Maratona, este sábado realizado em Valência, proporcionou um surpreendente recorde mundial à etíope Netsanet Kebede e o terceiro triunfo consecutivo ao queniano Geoffrey Kamworor.

A jovem (quase 22 anos) etíope tirou 14 segundos ao recorde (em prova só com mulheres) da queniana Lornah Kiplagat, que ganhara a edição de 2007 em 1.06.25 (o recorde em provas mistas é de Joyceline Jepkosgei, com 1.04.51 igualmente em Valência).

Kebede, que fez um terço da prova isolada, gastou 1.06.11, melhorando em mais de um minuto o seu recorde pessoal de 1.07.26, que vinha de novembro passado, em Nova Deli. Ganhou com 43 segundos (!) de vantagem sobre a queniana Joyceline Jepkosgei, enquanto outra queniana, Pauline Kamulei, fechou o pódio com 1.06.56.

Mas a terceira queniana foi apenas 13ª (e as outras duas inscritas não puderam correr por lesões a escassos dias da prova) e quem ganhou coletivamente acabou por ser a formação da Etiópia, com 3.22.27 (soma dos tempos das três melhores atletas), contra 3.23.02 do Quénia e 3.23.39 do Bahrain. O Japão foi quarto e as melhores formações europeias foram as da Bielorússia (6ª) e Grã-Bretanha (7ª). Classificaram-se 19 equipas, das quais oito europeias. A última foi a de Gibraltar, com quase hora e meia por atleta…

A nível individual, a primeira não africana foi a romena Ancuta Bobocel, 15ª com 1.10.21, já que a israelita Chemtai Salpeter (12ª) era queniana ainda há dois anos…

No setor masculino, Kamworor, já vencedor em 2014 e 2016, conseguiu o terceiro título consecutivo, aproximando-se da proeza do eritreu Zerzenay Tadesse, quatro vezes vencedor entre 2006 e 2009. Mas a prova deste ano foi bem lenta: aos 15 km, ainda havia 28 atletas separados por apenas dois segundos. Foi então que o vencedor atacou e se isolou, para terminar acima da hora (1.00.02), com 20 segundos de vantagem sobre Abraham Cheroben (Bahrain) e 29 sobre Aron Kiffle (Eritreia). O melhor não africano foi o suíço Julien Wanders, oitavo com 1.01.03. Ele é o recordista europeu sub’23, com 1.00.09, em Barcelona, este ano.

Coletivamente, o pódio foi igual ao feminino, com vitória etíope em 3.02.14, contra 3.02.40 do Quénia, que nas últimas oito edições ganhara sete vezes no setor masculino e seis no feminino. O Bahrain somou 3.02.52. A primeira seleção não-africana foi a dos Estados Unidos (7ª), seguida da Espanha (8ª). Classificaram-se 23 seleções, a última das quais a de Gibraltar…

 

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