Um “alargado” Campeonato do Mundo de Estrada substituirá Mundial de Meia-Maratona

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A edição deste ano do Mundial de Meia-Maratona, a realizar no próximo dia 17 de outubro em Gdynia, na Polónia (com a presença de seis atletas portugueses), será o último, já que a federação internacional (World Athletics) acaba de anunciar a sua substituição, em 2023, por um Campeonato do Mundo de Corridas de Estrada (ou, simplesmente, Campeonato do Mundo de Estrada) que abarcará, além da meia-maratona, outras distâncias como os 5 km e, eventualmente, a milha. Além disso, este Mundial será aberto, realizando-se provas populares para todos quantos nelas queiram participar.

Entretanto, o Mundial de Corta-Mato, cuja edição deste ano em Bathurst, na Austrália, já fora adiada para o início de 2022, em data ainda a fixar, passará a realizar-se todos os anos pares (e não ímpares como até aqui).

Além disso, e como já referimos, a federação internacional (World Athletics) acaba de anunciar várias alterações regulamentares, a mais importante das quais diz respeito aos nulos nos saltos horizontais (comprimento e triplo), os quais passam a ser assinalados quando, na chamada, qualquer parte do sapato (ou do pé) ultrapassa o plano vertical da linha de chamada. Até aqui, o nulo era assinalado se o atleta deixasse marca na plasticina que marcava a zona de chamada. Essa plasticina, que até agora tinha uma inclinação de 45º, passa a ter 90º e é recomendado o uso de câmaras para filmar as chamadas. Essa nova regulamentação só entrará em vigor em novembro de 2021, pelo que ainda não será utilizada nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Foram várias as alterações – de pequena dimensão – aprovadas. Distinguiremos algumas mais:

– Os atletas podem transportar água ou refrescos nas provas de pista, desde que os tenham consigo desde a partida ou os recebam num ponto de apoio oficial;

– Nas corridas superiores a 800 metros em que haja lugar a eliminatórias, recomenda-se que seja mínimo o número de atletas apurados por tempos (ou seja, que sejam apurados prioritariamente por lugares);

– Nas provas de obstáculos para juvenis masculinos (sub’18), estes baixem de 91 para 84 cm (em Portugal, os 2000 m obstáculos já são disputados com obstáculos de 84 cm);

– Deixam de ser reconhecidos recordes mundiais de 20.000 m, 25.000 m e 30.000 m.

Outras alterações (de menor relevância) podem ser encontradas na página da Federação Internacional, em https://www.worldathletics.org/news/news/competition-rules-changes

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