A Organização do Ultra-Trail du Mont-Blanc (UTMB) anunciou num comunicado à imprensa que os testes antidoping, antes reservados apenas aos atletas de elite, serão agora estendidos a todos os corredores que competirem nas três provas finais da Série Mundial.
Com as provas a começarem hoje em Chamonix, na França e a terminarem no dia 30, a Organização afirmou que vai fazer o dobro dos testes antidoping. Embora os números exatos não tenham sido divulgados, a ampliação do protocolo de testes está a ser bem recebida pelos participantes.
A Organização afirmou que o aumento nos testes deve-se ao facto das provas de trail continuarem a atrair a atenção global e prémios monetários cada vez maiores. Este ano, será distribuído um total de 271.000 euros em prémios entre todas as provas finais, com os vencedores masculino e feminino da UTMB a receber cada um, 20.000 euros.
A UTMB começou a fortalecer o seu programa antidoping em 2024, fazendo uma parceria com a Agência Internacional de Testes (ITA) e investindo 100.000 euros para expandir as suas iniciativas de testes antidoping. Esta parceria permanece em vigor, e o anúncio mais recente amplia ainda mais os testes em toda a área.
A medida também surge após alguns casos de doping de grande repercussão no trail. O mais notável foi o da queniana Joyline Chepngeno, vencedora das provas UTMB Mont-Blanc OCC e Sierre-Zinal de 2025, que testou positivo num exame antidoping realizado durante a competição, sendo posteriormente suspensa por dois anos.
A UTMB alerta especificamente que o uso de anti-inflamatórios e opióides sem supervisão médica pode representar riscos à saúde dos ultramaratonistas. Alguns medicamentos e substâncias também podem resultar num teste positivo, independentemente de terem sido tomados com a intenção de obter vantagem no desempenho.

