A World Athletics rejeitou o pedido de onze atletas para mudarem a sua nacionalidade e passarem a representar a Turquia. Num comunicado divulgado hoje, o Comité de Revisão de nacionalidades da entidade determinou que “aprovar estes pedidos prejudicaria e comprometeria os requisitos das regras de elegibilidade e dos regulamentos de transferência de nacionalidade da World Athletics.”
“O painel concluiu que essas candidaturas faziam parte de uma estratégia de recrutamento coordenada, conduzida pelo governo turco através de um clube totalmente estatal e financiado pelo Estado, para atrair atletas estrangeiros com contratos lucrativos”, escreveu o órgão. “Como resultado destas decisões, os atletas estão proibidos de representar a Turquia em competições nacionais ou outros eventos internacionais.”
A lista de 11 atletas inclui a recordista nigeriana dos 200 m, Favour Ofili, a ex-recordista mundial da maratona feminina, Brigid Kosgei, e outros atletas quenianos como Catherine Relin Amanang’ole, Brian Kibor, Ronald Kwemoi e Nelvin Jepkemboi. Também foram incluídos os jamaicanos Roje Stone, medalhado de ouro no lançamento do disco nos JO de Paris, Wayne Pinnock, Rajindra Campbell, medalhada de bronze no lançamento do peso nos JO de Paris e Jaydon Hibbert, campeão mundial júnior do triplo salto, e a heptatleta russa Sophia Yakushina. No total, cinco dos atletas são do Quénia, quatro da Jamaica, um da Nigéria e outro da Rússia.
Num comunicado, a World Athletics esclareceu que a decisão do painel “não impede os atletas de participarem de competições de um dia ou provas de estrada, individualmente ou por clube, nem de viverem e treinarem na Turquia.”

