18 de fevereiro: Aniversário de Carlos Lopes/O maior fundista português de sempre

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O pavilhão Carlos Lopes em Lisboa, vai reabrir hoje com uma exposição dedicada à carreira do grande campeão que foi Carlos Lopes.

 Carlos Lopes nasceu em 18 de Fevereiro de 1947, na aldeia de Vildemoinhos. Representou o Lusitano de Vildemoinhos (1966), o Sporting (1967 a 1985) e o Imortal de Albufeira (1986).

Foi o último atleta branco da história do atletismo mundial a derrotar os africanos. Mostrou toda a sua categoria na pista, corta-mato e estrada.

A sua infância não foi fácil. A família era modesta e Carlos Lopes começou a trabalhar como servente de pedreiro, ainda não tinha onze anos, para ajudar a sustentar a casa de família. Mais tarde, foi empregado de mercearia, relojoeiro e contínuo. Enquanto adolescente, Lopes ambicionava jogar futebol no clube da sua aldeia, no entanto clube rejeitou-o por ser excessivamente magro.

Como ele próprio contou mais tarde, o atletismo surgiu por acaso numa correria com amigos. Durante a noite, ao voltar de um baile, Carlos Lopes foi o primeiro, batendo um grupo de rapazes da sua idade que treinavam regularmente e já se dedicavam ao atletismo. Foi nesse grupo de adolescentes que nasceu a ideia de criar um núcleo de atletismo no Lusitano de Vildemoinhos.

Estreou-se aos 16 anos nas corridas na S. Silvestre de Viseu, tendo sido segundo classificado. Poucos meses depois, foi terceiro no Campeonato Nacional de Corta-Mato em juniores. Foi selecionado para o Campeonato do Mundo de Corta-Mato, em Rabat, tendo sido o melhor português do escalão júnior ao terminar em 25º lugar. No final dessa época, ingressou no Sporting.

Carlos Lopes conquistou em 1976 a primeira medalha portuguesa em grandes competições internacionais, ao sagrar-se campeão mundial de Corta-Mato, em Glasgow.

Foi dele também a primeira medalha olímpica portuguesa ao ser segundo na final dos 10.000m em Montreal 1976, logo atrás do finlandês Lasse Viren, cujo triunfo deixou dúvidas quanto ao eventual uso de doping.

Atualmente, é diretor do Departamento de Atletismo do Sporting. No final deste ano, Carlos Lopes vai ter uma moeda com o seu nome, desenhada pelo ilustrador André Carrilho.

 Apresenta um palmarés inigualável:

– Ganhou duas medalhas em Jogos Olímpicos. Venceu a maratona em Los Angeles 1984 e foi segundo nos 10.000 metros em Montreal 1976.

– Ganhou cinco medalhas em Mundiais de Corta-Mato. Venceu em 1976, 1984 e 1985 e foi segundo em 1977 e 1983.

– Foi recordista mundial da maratona aos 38 anos em Roterdão e recordista europeu dos 10.000 metros em 1982, Oslo. Foi ainda recordista de Portugal de 3.000, 5.000, 10.000m e 2 milhas.

Sagrou-se 10 vezes campeão nacional de corta-mato e nove vezes de pista.

Esteve presente nos Jogos Olímpicos de 1972, 1976 e 1984, no Mundial de 1983, nos Europeus de 1969, 1974 e 1982 e em nove Mundiais de Corta-Mato.

Cavaleiro e Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique

Foi vencedor da Medalha Olímpica Nobre Guedes em 1973.

A 23 de Dezembro de 1977 foi feito Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique e, a 4 de Julho de 1984, foi elevado a Oficial da mesma Ordem.

A 26 de Outubro de 1984 foi elevado a Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e, a 24 de Agosto de 1985, a Grã-Cruz da mesma Ordem.

Recordes pessoais

1.500m – 3.41,2 (1982)

3.000m – 7.48,8 (1976)

3.000m obstáculos – 8.39,6 (1973)

5.000m – 13.16,38 (1984)

10.000m – 27.17,48 (1984)

Maratona – 2.07,12 (1985)

Parabéns Carlos Lopes!

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