A Pulse Sports destacou três momentos da época passada que deixaram os fãs de atletismo chocados, surpreendidos e orgulhosos.
Embora a época tenha proporcionado algumas das performances mais memoráveis nas pistas, muitas dos acontecimentos que definiram o ano, desenrolaram-se fora do estádio.
Desde revelações chocantes sobre doping até novas iniciativas ambiciosas mas problemáticas como o Grand Slam Track, o atletismo experimentou altos e baixos significativos além da linha de meta.
Esses momentos geraram debates, inspiraram admiração e, por vezes, deixaram fãs e especialistas perplexos. Aqui estão três eventos fora das pistas que marcaram as conversas no mundo do atletismo no ano passado.
A polémica de um recorde histórico na maratona feminina
Em 13 de outubro de 2024, Ruth Chepngetich surpreendeu o mundo do atletismo ao correr a Maratona de Chicago em 2h09m56s, tornando-se a primeira mulher a quebrar a barreira das 2h10m. Foi uma performance tão impressionante que parecia quase inacreditável. E, para muitos, foi de facto.
Em março de 2025, a Unidade de Integridade do Atletismo anunciou que Chepngetich havia testado positivo para um agente mascarante, resultando numa suspensão de três anos por doping. Como a suspensão entrou em vigor apenas em abril de 2025, o seu resultado histórico em Chicago não foi oficialmente apagado dos registos. Mas, a marca de 2h09m56s ficou envolta em polémica.
A notícia gerou um debate já conhecido. Embora o seu nome permaneça na lista do recorde da distância, existe um forte consenso na modalidade que questiona a sua legitimidade, sugerindo que a credibilidade pública, pode por vezes, importar mais do que as estatísticas oficiais.
Tropeços financeiros do Grand Slam Track
A ambiciosa liga profissional de atletismo de Michael Johnson, o Grand Slam Track (GST), começou o ano com promessas ousadas e grande atenção da imprensa. Apresentada como uma nova e lucrativa iniciativa para os melhores atletas da modalidade, a liga tinha como objetivo revolucionar o atletismo. No entanto, enfrentou logo crescentes dificuldades financeiras, culminando com um pedido de recuperação judicial que a Organização chamou de “reorganização supervisionada pelo tribunal”.
O momento decisivo das dificuldades da GST foi o cancelamento abrupto do meeting de Los Angeles. A alegação da liga de que o evento final era desnecessário, pois o conceito já havia provado ser eficaz, foi recebida com amplo ceticismo. Ficaram milhões por pagar a atletas e outras estruturas.
A ambiciosa tentativa de Faith Kipyegon de bater o recorde do “Breaking4”
Embora tenha acontecido numa pista, o projeto “Breaking4” foi menos uma prova tradicional e mais uma exibição de alta tecnologia. O evento da Nike não homologado pela World Athletics
viu a grande atleta de 1500 m, Faith Kipyegon, tentar ser a primeira mulher a correr a milha em menos de quatro minutos. Apesar de não ter conseguido alcançar a marca, ela ainda registou a milha mais rápida já corrida por uma mulher.
O verdadeiro significado do evento foi a disposição de Faith Kipyegon em abraçar um desafio não convencional. Tendo já conquistado praticamente todas as honrarias possíveis na sua especialidade, incluindo múltiplos recordes mundiais e títulos mundiais, a sua época de 2025 tornou-se uma demonstração do seu domínio contínuo e da sua coragem em procurar algo novo e inexplorado.
O projeto “Breaking4”, mesmo sendo um espetáculo de marketing, destacou o seu estatuto único na modalidade e a sua disposição para ultrapassar limites além do circuito oficial de competições.

