6º Dia|Especial Mundial|Análise de Arons de Carvalho

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Van Niekerk na final à tangente

A jornada seis do Mundial iniciou-se com uma série extra de 200 m, aberta apenas a Isaac Makwala, que terminou o seu período de quarentena, na sequência de um vírus declarado num dos hotéis da organização e no qual estava a formação do Botswana. Impedido de correr as eliminatórias dois dias antes (e a final de 400 m na terça-feira), o detentor da melhor marca mundial do ano foi agora autorizado a correr. Obteve 20,30 e garantiu o apuramento para as meias-finais, sendo colocado na pista 1 da primeira série (na qual estava David Lima, na pista 2), a qual teve assim nove concorrentes. Isaac Makwala foi 2º, com 20,14, a seguir ao norte-americano Iksiah Young, que obteve o melhor tempo das meias-finais (20,12), embora o vento estivesse irregular (+2,1 m/s). David Lima (único português a atuar nesta jornada) foi quarto, com 20,56, a 13ª marca entre os 25 semifinalistas. Noutra série, Wayde van Niekerk foi apenas terceiro, com 20,28 (v:+0,3), sendo o primeiro dos apurados por tempos!

Norueguês nos 400 m barreiras

A jornada teve apenas três finais e a grande surpresa deu-se nos 400 m barreiras, com a vitória do norueguês Karsten Warholm, um ex-decatlonista que chegou ao título mundial nas barreiras com 48,35, a dez centésimos do seu melhor. Foi uma prova muito equilibrada, com apenas 17 centésimos a separar os três primeiros. O turco Yasmani Copello, bronze nos Jogos do Rio, foi segundo (48,49) e o norte-americano Kerron Clement, o mais credenciado dos finalistas (campeão olímpico em 2016, campeão mundial em 2007 e 2009), foi terceiro, com 48,52.

Chinesa no Peso

No peso feminino, a chinesa Lijiao Gong, já no pódio mas sem ganhar, em Jogos (3ª em 2012) e Mundiais (2ª em 2015, 3ª em 2009 e 2013), chegou finalmente ao título, liderando sempre, com 19,16 no 1º ensaio, 19,35 no 2º e, depois, 19,94 no 5º, confirmados com 19,89 a fechar. A húngara Anita Marton, 3ª nos Jogos do Rio, subiu de 3ª a 2ª no último ensaio, com 19,49, ultrapassando a campeã olímpica, a norte-americana Michelle Carter (19,14).

Americana surpreende nos 400 m

A terminar, vitória norte-americana nos 400 metros femininos, mas não pela favorita Allyson Felix, campeã mundial em 2015, vice-campeã olímpica em 2016 e detentora da melhor marca mundial do ano (49,65). Foi apenas terceira, com 50,08. Quem ganhou foi Phyllis Francis, 5ª nos Jogos do Rio, que conseguiu um recorde pessoal (por dois centésimos) de 49,92. A campeã olímpica Shaunae Miller-Uibo (Bahamas) parecia com o título na mão mas nos metros finais caiu de 1ª para 4ª, com 50,49…

Medalhas

Foi a 4ª vitória dos Estados Unidos neste Mundial, no qual comandam também a lista de medalhas (15), seguidos do Quénia (3 títulos, 7 medalhas) e da África do Sul (2 e 4). Por pontos: 1º Estados Unidos, 126; 2º Quénia, 76; 3º Jamaica, 56.

Portugal tem esta quinta-feira uma grande oportunidade de somar os primeiros pontos, com a presença de Nélson Évora na final do triplo. Será o único português em ação.

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